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O ataque aéreo com cerca de 40 mísseis tinha por objetivo destruir bases do grupo radical Hamas. De acordo com fontes palestinas, a ação israelenses provocou graves danos a estruturas em muitas áreas e deixou dezenas de pessoas soterradas. A Defesa de Israel emitiu comunicado dizendo que o alvo dos ataques aéreos era a "infra-estrutura terrorista e que as ações "vão continuar, serão expandidas e ainda mais duras, caso isso seja necessário".Em resposta, o Hamas disse ter lançado dezenas de foguetes Qassam [de fabricação caseira] contra o sul de Israel. Um deles acertou uma casa e matou uma mulher. Outros dois foguetes caíram na cidade de Ashkelon sem provocar vítimas, segundo a polícia de Israel.
A ação deste sábado é mais séria e destruidora desde o fim da trégua entre Israel e Hamas, no último dia 19, e a com maior número de mortos dos últimos anos. Vários avisos na imprensa israelense sinalizavam uma ação por terra e ar de Israel para responder aos ataques do Hamas. Desde o fim da trégua, ao menos 200 foguetes lançados pelo Hamas conseguiram alcançar solo israelense, mas sem deixar vítimas. Um erro do Hamas ainda causou a morte de duas meninas palestinas, que foram atingidas por estilhaços de um foguete que explodiu antes de ser lançado, em Gaza.
A Liga Árabe anunciou um encontro de seus ministros das Relações Exteriores para elaborar uma opinião comum sobre a ação israelense. A Rússia se manifestou pedindo que tanto Israel como Hamas encerrem seus ataques. O alto representante para Política Externa e Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana, pediu neste sábado um cessar-fogo imediato entre israelenses e palestinos na faixa de Gaza, e reivindicou das duas partes a máxima contenção., também pediu um cessar-fogo imediato entre israelenses e palestinos na faixa de Gaza, e reivindicou das duas partes a máxima contenção.
Militares israelenses disseram ter avisado a população da faixa de Gaza sobre o ataque aéreo que fariam e que o Hamas "é o único responsável" pela ação. O presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmud Abbas, disse hoje ter iniciado contatos urgentes com vários países para deter os bombardeios israelenses que deixaram dezenas de mortos na região.
O Egito abriu hoje a passagem de Rafah, na fronteira com a faixa de Gaza, para permitir a entrada de ajuda humanitária e a retirada de feridos do bombardeio em massa israelense de hoje contra este território palestino. Ainda não foi informado até quando a passagem permanecerá aberta.Emissoras de TV locais ligadas ao Hamas transmitiram as imagens na manhã deste sábado mostrando prédios totalmente destruídos e pessoas correndo pelas ruas, além de uma gigantesca coluna de fumaça que cobriu a região logo após o bombardeio israelense.
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