O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu nesta quinta-feira o Conselho de Defesa Nacional, que aprovou por unanimidade o Plano Estratégico Nacional de Defesa. A idéia do presidente é lançar o plano na próxima quinta-feira (18) em uma solenidade no Palácio do Planalto. O plano prevê investimentos na indústria bélica nacional e também mudanças no serviço militar obrigatório.
Interlocutores do presidente informaram que Lula disse que o Brasil vai ter um plano do tamanho de sua necessidade. O comentário foi feito durante a reunião do conselho que durou cerca de duas horas.
O plano foi elaborado ao longo de 2007 e 2008 pelos ministros Nelson Jobim (Defesa) e Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) com apoio dos comandantes militares.
Além da ampliação de recursos para o setor, há também mais investimentos nas orientações para as atividades das Forças Armadas e estímulos para a indústria bélica.
Segundo especialistas, o plano se baseia em três eixos. O primeiro trata da "reconfiguração, reorientação e reposicionamento" das Forças Armadas. O segundo faz referência à reconstrução nacional da indústria de defesa incluindo os setores público como também o privado.
No terceiro eixo, o plano trata da "recomposição" das Forças Armadas e de mudanças de serviço militar de fato obrigatório.
No texto há ainda propostas, definidas como sigilosas, para o uso das Forças Armadas em situações de conflitos armados. Outro item considerado delicado é o que se refere ao uso das Forças com poder de polícia.
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