Bush Arrives in Iraq for a Final Visit
Official History Spotlights Iraq Rebuilding Blunders
O presidente dos EUA, George W. Bush, chegou a Bagdá neste domingo (14) para uma visita surpresa de "despedida" do Iraque, segundo a Casa Branca.
De acordo com o governo americano, os objetivos da visita são encontrar líderes iraquianos, agradecer aos soldados americanos pelo trabalho no país e celebrar o novo acordo de segurança fechado entre EUA e Iraque após meses de negociações e que prevê a retirada total das tropas americanas até o fim de 2011.

Esta é a quarta visita de Bush ao Iraque desde que ele mandou invadir o país em abril de 2003 para derrubar o então presidente Saddam Hussein.
Ele já tinha estado em Bagdá em novembro de 2003, em junho de 2006 e em setembro de 2007.
A visita de despedida ocorre poucas semanas antes de Bush deixar o poder em favor do democrata Barack Obama, eleito em 4 de novembro.
Obama já disse e repetiu, durante a campanha eleitoral e depois de eleito, que deseja completar a retirada das tropas em 16 meses, a contar de sua posse, em 20 de janeiro de 2009.
O secretário de Defesa, Robert Gates, esteve no Iraque no sábado. Ele, que vai continuar no cargo no governo de Obama, disse que a missão das tropas americanas no país está em sua fase final .
Desde a invasão, mais de 4.200 militares americanos morreram ou foram feridos no Iraque, assim como dezenas de milhares de iraquianos.
O conflito deixou de ser a maior preocupação dos norte-americanos, com o avanço da recessão econômica, mas pesquisas mostram que a maioria das pessoas considera a guerra um erro, o que contribuiu para que Bush chegue ao fim de seu mandato com baixos níveis de popularidade.
Relatório
O diário americano "The New York Times" ("NYT') informou hoje que o Pentágono chegou a forjar os progressos nos documentos que registram o processo de reconstrução do Iraque, no qual os Estados Unidos investiram US$ 100 bilhões. Segundo o relatório, esse investimento foi um enorme fracasso, diz o "NYT".
O relatório cita o ex-secretário de Estado Colin Powell, que disse que nos meses posteriores à invasão iraquiana em 2003 o Departamento de Defesa "continuou inventando números das Forças de Segurança iraquianas, um número que pode ter aumentado em 20 mil por semana. Agora temos 80 mil, agora temos 100 mil, agora temos 120 mil".
Em suas conclusões, o relatório assegura que cinco anos depois do início de seu maior projeto de reconstrução no estrangeiro desde o Plano Marshall na Europa no final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o governo dos EUA não tem nem as políticas nem a capacidade técnica e estrutura organizativa necessária para levá-lo a cabo.
O relatório, chamado "Duras lições: a experiência da reconstrução iraquiana", foi elaborado pelo escritório de Stuart Bowen, que visitou freqüentemente o Iraque.
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