A equipe de Obama teria começado os trabalhos de acompanhamento do Pentágono na segunda-feira (17). O presidente eleito poderia manter o atual secretário de Defesa do governo Bush, nome bastante elogiado por republicanos e democratas para ampliar a cooperação entre os dois partidos, precisando para isso de nomes fortes da oposição no primeiro escalão. "Estamos totalmente comprometidos em assegurar a transição da liderança deste departamento de modo mais tranqüilo possível. As tropas nos frontes do Iraque e do Afeganistão merecem isso e a segurança da nossa nação também necessita", afirmou o secretário de imprensa do Pentágono Geoff Morrell.
Depois de escolher ex-líder democrata no Senado Tom Daschle para ser seu secretário de Saúde e Serviços Humanos, Obama pode indicar a governadora do Arizona Janet Napolitano para o Departamento de Segurança Nacional, segundo apontaram fontes do Partido Democrata. Vários meios de comunicação afirmaram nesta quinta-feira que a empresária Penny Pritzker, de Chicago, era a favorita para ser a próxima secretária de Comércio dos Estados Unidos. Amiga de longa data de Obama, Penny foi uma das responsáveis pela estratégia de recordes de arrecadação de campanha do democrata. Ela é uma das três primas da família fundadora da rede de hotéis Hyatt responsáveis pela administração do grupo.
Uma das fontes ouvidas pela CNN acredita que a decisão final sobre Janet depende das investigações sobre a governadora, assim como a escolha de Eric Holder para procurador-geral (secretário de Justiça). Holder auxiliou o então candidato democrata a selecionar seu companheiro de chapa, Joe Biden. Segundo uma pessoa próxima ao processo de seleção, Obama já ofereceu "informalmente" o posto a Holder. Ele teria aceitado, segundo a fonte, que falou sob condição de anonimato.
O nome de Holder ganhou força quando o posto de diretor de orçamento da Casa Branca foi oferecido a Peter Orszag, que dirige o escritório de orçamento do Congresso. Orszag aceitou a função, segundo dois funcionários democratas. "Peter é um cara brilhante", elogiou ex-diretor da agência de prestação de contas do governo.
Hillary Clinton
De acordo com membros da equipe de transição, o ex-presidente Bill Clinton está fazendo de tudo para que sua mulher, Hillary, assuma o cargo de secretária de Estado. Eles confirmaram que Clinton permitiu que fossem avaliados os negócios e atividades filantrópicas de sua fundação para afastar um eventual conflito de interesse caso ela realmente assuma o principal cargo da diplomacia americana. "Ele está ajudando, sem dúvida", afirmou um democrata ligado ao processo de seleção.
O ex-presidente ganhou uma fortuna após deixar a presidência, em 2001, e teria um patrimônio calculado em cerca de US$ 100 milhões, grande parte graças à venda de livros e à realização de palestras que custam cerca de US$ 400 mil cada uma. De acordo com amigos, Clinton estaria disposto a submeter sua agenda de palestras a uma espécie de comitê de ética da Casa Branca.
Segundo assessores de Hillary, porém, a senadora ainda está analisando a proposta. Ao aceitar ser secretária de Estado, ela teria de abandonar o Senado, que seria a plataforma ideal para lançar sua candidatura à presidência, em 2012, caso o governo de Obama naufrague por causa da crise. Assim, para alguns analistas, ela teria uma desculpa pronta para recusar o posto caso a equipe de Obama encontre algum problema nas contas de Clinton.
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