
Chuva provoca mortes, isola cidades e prejudica fornecimento de gás e luz em Santa Catarina

Homem usa caiaque para passar por inundação em Santa Catarina; oito cidades foram isoladas devido às chuvas que atingem o Estado
A Defesa Civil do Estado de Santa Catarina contabiliza 65 mortos devido à chuva noEstado. Às 9h05 desta terça-feira foram registrados 22.776 desabrigados e 29.543 desalojados, totalizando 52.319 pessoas.
Estão isolados oito municípios: São Bonifácio, Luiz Alves, São João Batista, Rio dos Cedros, Garuva, Pomerode, Itapoa e Benedito Novo. Quatro cidades decretaram estado de calamidade pública: Gaspar, Rio dos Cedros, Nova Trento e Camboriú.
O governo federal e os governos dos Estados do Paraná e do Rio Grande do Sul também já anunciaram o auxílio às vítimas atingidas, disponibilizando medicamentos, cestas básicas, colchões, cobertores, travesseiros e materiais de limpeza.
Devido aos estragos provocados pela chuva, o governador decretou sábado (22) situação de emergência em todo Estado. O decreto é válido por 180 dias.
As chuvas também prejudicaram a distribuição de energia elétrica. Segundo balanço mais recente divulgado pela Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina S/A), 160.722 mil pontos sem energia elétrica. Os pontos vão desde casas, passando por estabelecimentos comerciais e até públicos.
A chuva que atinge o Estado é recorde histórico para o mês de novembro desde que o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) começou a fazer medições em Florianópolis, em 1961.
A previsão é que a intensidade das chuvas seja reduzida hoje, segundo previsão do Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Solo e comoção
Segundo a geógrafa Maria Lúcia de Paula Herrmann, coordenadora do Núcleo de Estudos de Desastres Naturais da Universidade Federal de Santa Catarina, o solo é "podre", fruto de uma alteração geológica de 4 milhões de anos.
Com isso, as mortes no litoral de Santa Catarina são uma tragédia anunciada e vão continuar a ocorrer se nada for feito rapidamente.
No encerramento de uma conferência na noite de ontem em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pedido à platéia para que fosse feito um minuto de silêncio em memória das vítimas.
Ele determinou a três ministros que fossem até Santa Catarina para avaliar os estragos causados pelas fortes chuvas e para montar um plano de ação na região.
Governos de SP e MG enviam helicópteros para resgatar vítimas em SC
Os governadores José Serra (PSDB), de São Paulo, e Aécio Neves (PSDB), de Minas, informaram nesta segunda-feira que enviarão helicópteros para auxiliar o Estado de Santa Catarina no resgate das vítimas das chuvas.
Segundo o último boletim divulgado pela Defesa Civil, por volta das 20h10 desta segunda-feira, dava conta de 59 mortes causadas pelas chuvas --sendo que grande parte por soterramento. O número de pessoas desalojadas ou desabrigadas também era grande: 43.054 ficaram sem suas casas, sendo que 14.511 estão desabrigados --devem ficar em abrigos do poder público-- e 28.543 desalojados, ou seja, abrigados nas casas de familiares ou amigos.
Segundo nota enviada pelo governo mineiro, serão enviados dois helicópteros do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar de Minas, para atuar nas operações da Defesa Civil catarinense nas cidades mais afetadas pelas chuvas.
São Paulo também deverá enviar dois helicópteros Águia da Polícia Militar do Estado, segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), a partir desta terça-feira (25).
As aeronaves devem partir às 6h30 de amanhã do Aeroporto do Campo de Marte, com destino a cidade de Navegantes (SC). Os helicópteros, Águia 6 e 11, com nove policiais militares especializados no atendimentos de resgates -- quatro pilotos, quatro tripulantes e um mecânico, todos do Grupamento de Radiopatrulhamento Aéreo da PM de São Paulo, deverão ficar em Santa Catarina até que a situação se normalize.
O governo federal e os governos dos Estados do Paraná e do Rio Grande do Sul também já anunciaram o auxílio às vítimas atingidas, disponibilizando medicamentos, cestas básicas, colchões, cobertores, travesseiros e materiais de limpeza.
Devido aos estragos provocados pela chuva, o governador decretou neste sábado (22) situação de emergência em todo Estado. O decreto é válido por 180 dias.

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