Nissan vai cortar produção de veículos no Japão, Europa e EUA

Terceira maior montadora japonesa também anuncia a demissão de 780 trabalhadores temporários devido à crise

Danielle Chaves, da Agência Estado

TÓQUIO - A japonesa Nissan Motor, cujo presidente é o franco-brasileiro Carlos Ghosn, está reduzindo sua produção nos Estados Unidos, Japão, Reino Unido e Espanha como conseqüência da queda nas vendas em todo o mundo, causada pela crise financeira global e por temores de uma recessão.

A Nissan - na qual a francesa Renault tem 44% de controle - anunciou planos para cortar a produção no Japão em 65 mil unidades entre novembro e março de 2009 e para demitir 780 trabalhadores temporários em duas fábricas naquele país, onde a montadora fabrica os modelos de luxo Luxury e veículos esportivos utilitários para o mercado norte-americano. A meta de produção da Nissan no Japão para o ano fiscal que terminará em março de 2009 é de 1,39 milhão de unidades.

A terceira maior montadora do Japão em volume de vendas também disse que vai interromper a produção por três dias neste mês em suas fábricas nos Estados do Tennessee e Mississippi, nos EUA. As vendas da Nissan nos EUA caíram 37% em setembro, à medida que a crise do crédito e a piora das condições econômicas empurram as vendas de montadoras para seu nível mais baixo em 15 anos.

Na Europa, as vendas da Nissan diminuíram 5,5% em setembro. No Reino Unido, onde as vendas tiveram redução de 27% no mês passado, a Nissan vai interromper a produção na fábrica de Sunderland por duas semanas e diminuir o expediente durante três semanas. Na Espanha, as vendas recuaram 23% em setembro, levando a Nissan a anunciar no começo deste mês que iria cortar 1.680 empregos em sua fábrica de Barcelona. A montadora afirma que vai reduzir a força de trabalho por meio de afastamento voluntário e demissões até setembro de 2009.

A Nissan pretende vender 3,9 milhões de veículos durante o ano fiscal que termina em março do próximo ano. As vendas cresceram 6,9% entre abril e junho deste ano, impulsionadas pelo forte crescimento na China, Rússia e Oriente Médio. A Nissan não comentou se planeja revisar sua meta de vendas quando anunciar os resultados financeiros do período de abril a setembro, no dia 31 de outubro. As informações são da Dow Jones.

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