A advogada iraniana Shirin Ebadi, Nobel da Paz de 2003, critica o presidente Lula (Paulo Vitale)
A iraniana Shirin Ebadi, ganhadora do Prêmio Nobel da paz, pediu neste domingo à presidente eleita brasileira, Dilma Rousseff, que "não cubra a cabeça com um véu" caso visite o Irã. "Todas as mulheres, muçulmanas ou não, que chegam ao Irã têm que cobrir a cabeça. Alguém tem que mostrar ao governo do Irã que esta lei não é correta", afirmou Shirin.
Dilma, que substituirá o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 1º de janeiro, não antecipou como serão suas relações com o Irã, mas precisou que tem "uma posição bem intransigente" em relação à defesa dos direitos humanos.
Shirin também pediu à presidente eleita que converse com movimentos independentes de mulheres iranianas, "não só com as que estão no Parlamento", e criticou Lula por ignorar seus pedidos de defender os oprimidos pelo regime islâmico. "Lula visitou Teerã, abraçou o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, deu um beijo no rosto e foi embora. Parece que se esqueceu das pessoas que morrem e são presas no Irã", assinalou.
A advogada e opositora iraniana lembrou o passado sindicalista do presidente Lula e disse que lhe enviou "mensagens" para que se reunisse com as famílias de trabalhadores iranianos presos pela relação com os sindicatos. "Quando Lula esteve no Irã, Mansour Osanlou, um líder sindical como ele, já cumpria uma pena de cinco anos. A Organização Mundial do Trabalho pediu sua libertação, mas Lula ignorou", acrescentou.
Recentemente o Brasil estreitou relações com o Irã e defendeu seu direito de desenvolver um programa nuclear com fins pacíficos. Na sua visita a Teerã em maio, Lula e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, assinaram um acordo com o Irã para a troca de urânio destinado a seus reatores nucleares com fins científicos. Este acordo foi rejeitado pelas potências nucleares, que acusam Teerã de ocultar em seu programa civil outro clandestino, com objetivos militares, com o qual pretende criar um arsenal de bombas atômicas.
Comentário
Dilma, em seu discurso de vitória, de fato, disse que seria intransigente com o respeito aos direitos humanos, mas não podemos esquecer que o Itamaraty do Sr Amorim, não dá a mímina para as questões de direitos humanos. Na verdade, tem predileção em apoiar regimes ditaoriais, tais como os vigentes em Cuba, Irã, Venezuela, Sudão entre outros. E mesmo Dilma, é uma incógnita, já que sempre demonstrou apoio ao regime ditatorial cubano.
Os apelos de Shirin Ebadi, têm tudo para cair no vazio.
Fontes: Efe - VEJA - UOL

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