Imagine-se como um pequeno ou médio empreendedor. Durante anos, guardando dinheiro, desejando montar um negócio próprio, e eis que de repente surge uma oportunidade de ouro.
Sim, você consegue tornar-se um franqueado de uma marca famosa, dentro de um shopping e então parte para a abertura de uma loja, onde você deposita todas as suas economias.
Como todo empreendedor, você trabalha duro, afinal precisa pagar a taxa de administração do shopping, a fatia do franqueador e os diversos impostos.
Quando você está quase chegando no momento de começar a ter algum lucro, eis que surge um ladrão sorrateiro, travestido de presidente de um país e ele cobiça seu negócio e seu capital. Sim, um belo dia, ele acorda e decide que em nome do povo, vai tirar tudo de você, ou seja, roubar você.
Pois isto aconteceu ontem, na Venezuela!!! Sim, meus caros, Hugo Chávez, resolveu expropiar o maior shopping de Carcas, em nome da Revolução Bolivarista, alegando interesse popular.
Um verdadeiro assalto praticado em nome de uma ideologia furada.
Abaixo,a matéria publicada no Estadão:
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, decretou ontem a expropriação de um gigantesco shopping center de Caracas que o governo tentou tomar quando o prédio ainda não tinha sido inaugurado, em 2008. Segundo o decreto presidencial, publicado no Diário Oficial, "a aquisição forçada do imóvel, do conjunto de melhorias e dos demais bens do Centro Comercial Sambil, localizado a poucas quadras do palácio de governo, entrou em vigência na quarta-feira (ontem)".
O shopping center, uma construção de mais de 130 mil metros quadrados com lojas e estacionamentos, será parte da Corporação de Comércio e Fornecimento Socialista, um "canal de comercialização" dos produtos fabricados por empresas do Estado, muitas delas expropriadas do setor privado, criada como uma "rede de distribuição e serviços para o povo".
O shopping chamou a atenção de Chávez semanas antes de sua inauguração, em dezembro de 2008. O presidente disse na ocasião que o estabelecimento provocaria problemas de trânsito e sua construção seria incoerente com a visão de um governo socialista. A decisão do presidente deixou em um limbo legal e financeiro os proprietários das 305 lojas e das 10 salas de cinema que o shopping teria. A maioria já tinha franquias e muitos não tinham como mudar de ramo.
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