TSE conclui apuração de votos em todo o Brasil

Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) disputarão segundo turno. Abstenção de eleitores superou 18% em todo o país.

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),Ricardo Lewandowski, nesta segunda-feira (04).(Foto: Elza Fiúza / Agência Brasil)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que concluiu nesta segunda-feira (4), às 21h30, a apuração dos votos em todo o Brasil.

A proclamação oficial dos resultados, porém, é feita em sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que só deve ocorrer na sessão desta terça-feira (5).

Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) disputarão o segundo turno da eleição presidencial. A petista recebeu 47.651.434 votos, o equivalente a 46,91% dos votos válidos (que exclui brancos e nulos). Serra obteve 33.132.283 votos (32,61% dos votos válidos). Marina Silva (PV) foi a terceira, com 19.636.359 votos (19,33%).

Na sequência aparecem Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) com 0,87% dos votos válidos, José Maria Eymael (PSDC), com 0,09%, Zé Maria (PSTU), com 0,08%, Levy Fidelix (PRTB), com 0,06%, Ivan Pinheiro (PCB), com 0,04% e Rui Costa Pimenta (PCO), com 0,01%.

Os números do TSE indicam que a abstenção foi de 18,12%. Foram 24.610.296 milhões de eleitores que não compareceram para votar em todo o país, do total de 135.804.443 milhões do eleitorado brasileiro.

O número de eleitores que votou em branco na eleição para presidente foi de 3.479.340 milhões, o equivalente a 3,13% do total, enquanto foram 6.124.254 milhões os que anularam seus votos, representando 5,51% do total de eleitores que foram às urnas.

A apuração teve ritmo rápido nas primeiras horas. Em menos de cinco horas de totalização já estavam apuradas 97% das urnas. Na manhã desta segunda-feira restavam urnas para serem apuradas apenas no Acre, no Amazonas e no Pará.

O Acre foi o último estado a concluir a apuração e acabou atrasando a divulgação final dos resultados. Três urnas, que foram as últimas a serem apuradas, tiveram de ser transportadas de barco e de helicóptero do local de votação até o Tribunal Regional Eleitoral do estado, na capital, Rio Branco.

Foram eleitos em primeiro turno 18 governadores. No Distrito Federal e em oito estados haverá segundo turno. Os eleitores escolheram ainda 513 deputados federais e 1.059 deputados estaduais e distritais.

A nova composição da Câmara

O PT terá a maior bancada da Câmara dos Deputados na próxima legislatura, superando o PMDB. O partido do presidente Lula foi o mais vitorioso nas urnas, com 88 eleitos.

O PMDB, que vinha se mantendo com o maior número de representantes nas últimas legislaturas, aparece em segundo, com 79.

Os partidos de oposição PSDB e DEM somam 53 e 43 cadeiras, respectivamente. O PR e o PP também conseguiram eleger mais de 40 deputados cada um.

De acordo com o TSE, 22 partidos elegeram ao menos um deputado federal.

Confira a lista final:

PT - 88 - PMDB - 79 - PSDB - 53 - DEM - 43 - PR - 41 - PP - 41 - PSB - 34 - PDT - 28 - PTB - 21 - PSC - 17 - PC do B - 15 - PV - 15 - PPS - 12 - PRB - 8 - PMN - 4 - PSOL - 3 - PT do B - 3 - PRP - 2 - PHS - 2 - PRTB - 2 - PSL - 1 - PTC - 1


A nova composição do Senado


Senadores eleitos no domingo (Foto: Arte/G1)

O PT conseguiu ampliar sua bancada no Senado. Foram eleitos neste domingo (3) 11 senadores do partido em 11 estados do país. O partido terá agora 14 representantes – seis a mais que na atual legislatura. O PMDB também aumentou o número de representantes, de 17 para 20.

Com isso, PMDB e PT passam a ser os dois partidos com maior representação na Casa.

Os dois partidos de oposição (DEM e PSDB) perderam espaço. Serão 12 senadores a menos. O DEM elegeu dois políticos neste domingo, mas, no balanço, perdeu sete senadores na Casa. O PSDB perdeu cinco.

Além dos novos candidatos eleitos, suplentes também assumiram no lugar de senadores que ainda tinham quatro anos no cargo, mas foram eleitos governadores nestas eleições (caso de Santa Catarina, Espírito Santo, Acre e Rio Grande do Norte).

O novo desenho é favorável à candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, que poderá ter uma maior base de apoio caso seja eleita. Com os partidos que compõem sua coligação, ela poderá contar com três quintos da Casa, o necessário para aprovar emendas constitucionais, por exemplo.

Para isso, ela terá que vencer o candidato José Serra (PSDB), que conseguiu levar a disputa para o segundo turno.



Fonte: G1/Débora Santos , Eduardo Bresciani e Thiago Reis

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