Chama-se ‘Revista do Brasil’. Com tiragem de 360 mil exemplares, leva às páginas de seu último exemplar uma edição pró-Dilma Rousseff.
O ministro escorou sua decisão na Lei Eleitoral, que proíbe entidades sindicais de borrifar recursos em campanhas eleitorais.
Em notícia veiculada na Folha, o repórter Silvio Navarro informa que a revista vetada pelo TSE foi custeada por anúncios de duas estatais: Banco do Brasil e Petrobras.
Ouvido, o BB maniofestou-se assim: "Os critérios para veiculação de anúncios estão ancorados no relacionamento com os públicos da revista". E a Petrobras:
"A veiculação de anúncios na ‘Revista do Brasil’ possibilita à companhia divulgar suas ações para um público formador de opinião dos principais sindicatos de todo o país".
O casa bancária do governo e a petroleira estatal esquivaram-se de informar quanto injetaram na revista.
A decisão da Justiça Eleitoral resutou inócua. Responsável pela revista, Paulo Salvador informou que todos os exemplares já foram distribuídos.
O conteúdo da publicação tampouco foi retirado da web. A versão eletrônica da ‘Revista do Brasil’ continuava disponível na madrugada desta terça (19).
Na capa, foto da pupila de Lula. Na versão impressa, o título: "A vez de Dilma - o país está bem perto de seguir mudando para melhor".
Há também foto de Dilma cumprimentando Marina Silva, num evento com Lula. Mais: um texto sobre a derrota dos desafetos de Lula no Senado, a "velha guarda".
Num instante em que viceja nas manchetes a polêmica do aborto, a 'reportagem' principal traz declarações de um religioso.
Bispo de Jales (SP), dom Demétrio Valentini é citado em declarações que enaltecem Lula e recordam que Dilma é a candidata dele.
Paulo Salvador, o responsável pela revista, tachou de “absurda” a decisão do ministro do TSE. Chamou-a de “censura do Serra”.
Disse que a notícia tida como favorável à campanha de Dilma “é coerente com as 52 edições [da revista]”. Aditou: “Aliás, a matéria é considerada bem light".
Ele diz que a revista "não é da CUT". Como assim? "Podemos dizer que temos afinidades." Os anunciantes, declarou, são mais "públicos do que privados".
A ‘Revista do Brasil’, cujo responsável diz não ser da CUT, é produzida pela Editora Gráfica Atitude.
Uma logomarca administrada, em sistema de Rodízio, pelos presidentes de dois sindicatos: o dos metalúrgicos e o dos bancários. Compõem o "conselho diretivo" da revista dirigentes da CUT e filiados do PT.
Entre eles Artur Henrique, atual presidente da CUT, e Maria Izabel Noronha, a Bebel, sindicalista que que comandou a greve de professores contra Serra.
Como se vê, são mesmo grandes as “afinidades”.
Comentário
Os petistas perseguem a Igreja, fazem constrangimento ilegal contra o pessoal da gráfica e o TSE confisca o material da Igreja.
A CUT distribui panfletagem em forma de revista, em favor da candidata oficial e acha que não há nada errado nisto, sendo que a legislação eleitoral veda que sindicatos façam propaganda partidária. Diferentemente do caso da Igreja, que tem todo o direito de orientar os fiéis e distribuir os panfletos que quiser.
O TSE ordenou o confisco do material da Igreja, e rapidamente a Polícia Federal recolheu o material, diante de um verdadeiro cerco da tropa de choque petista e falsos jornalistas.
O TSE ordenou que a CUT não distribuisse mais a revista e não mandou confiscar nada. Determinou que o site da CUT que faz a campanha em favor de Dilma, saisse do ar e lá continua ele firme e forte.
Outro absurdo é saber que tudo isto é custeado com dinheiro das estatais, que são empresas públicas, pertencentes ao povo brasileiro e que hoje estão aparelhadas e operando somente em benefício de um partido.
Fonte: FOLHA/Josias de Souza
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