Dois policiais morreram na operação militar de resgate do presidente do Equador, Rafael Correa, retido por homens da Polícia amotinados em uma hospital da instituição, informou nesta sexta-feira à agência Efe a Cruz Vermelha Equatoriana (CRE).
Fernando Gandarillas, porta-voz da entidade, indicou que os dois agentes faleceram no mesmo hospital onde Correa esteve retido e do qual foi libertado por um grupo de elite da Polícia leal ao Governo e pelo Exército, em meio a um tiroteio com os rebelados.
Momentos antes, o presidente do país, em entrevista coletiva após seu resgate, confirmou que só tinha informação sobre uma morte, a de Froilán Jiménez, membro do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia.
No entanto, a fonte da Cruz Vermelha assinalou que foram dois os policiais atendidos que faleceram no interior do hospital policial.
Além disso, indicou que os membros da CRE atenderam 88 situações de emergência em todo o país, 82 delas em Quito, onde se concentraram os confrontos, e que na maioria dos casos obedeceram a casos de asfixia pelo gás lacrimogêneo e a traumatismos.
Na entrevista coletiva, Correa disse que houve 27 feridos entre os membros das forças especiais que atacaram os policiais. Ainda é desconhecido o número de possíveis feridos entre os amotinados.
Comandante da polícia do Equador renuncia ao cargo
O comandante da polícia do Equador, general Freddy Martinez, renunciou ao cargo nesta sexta-feira (1º) após os protestos de policiais e militares contra o presidente Rafael Correa, de acordo com as agências de notícias internacionais.
Martinez tentou conter as ações dos membros da polícia, mas não obteve sucesso. O general deve apresentar sua demissão oficialmente à imprensa na manhã desta sexta, informou um porta-voz da polícia à France Presse (AFP).
Fontes: UOL - G1 - AFP
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