A primeira câmera 3D amadora do mundo

Aparelho portátil grava imagens com resolução HD e tem tela que dispensa o uso de óculos especiais

Fazer filmes em 3D não será mais exclusividade de diretores de cinema como o canadense James Cameron. Até o fim de agosto, a Aiptek, uma empresa taiwanesa recém-chegada ao Brasil, deve lançar a primeira câmera 3D amadora do mundo, a i2.

A boa notícia é que a Aiptek escolheu o Brasil como um dos países para o lançamento. Fãs brasileiros de Avatar poderão se aventurar no mundo das três dimensões quase ao mesmo tempo que americanos e europeus – algo raro já que os gadgets costumam chegar com atraso ao mercado nacional. A i2 estará disponível nas grandes lojas por 1.799 reais.

Veja testou com exclusividade a câmera da Aiptek e convidou o professor de administração Sergio Seloti, seguidor da revista no Twitter, para participar da avalição. No vídeo abaixo, você pode acompanhar as impressões do professor e saber mais detalhes técnicos da i2.


A i2 tem dois sensores de 5 megapixels – um para cada lente – que gravam vídeos em resolução HD (720 linhas horizontais). Os destaques da câmera, além da possibilidade de gravar em três dimensões, são a portabilidade e a tela de 2,4 polegadas.

A tela da i2 usa auto-estereoscopia, tecnologia que permite ver as imagens em 3D sem a necessidade de óculos especiais. Enquanto grava, a pessoa já tem uma idéia de como o vídeo vai ficar. A i2 pesa 250 gramas e é um pouco maior que um smartphone, ou seja, cabe num bolso largo. Os pontos negativos da câmera são o zoom digital, que causou uma leve distorção nas imagens, e a qualidade do vídeo que poderia ser um pouco melhor.

Existem três maneiras de assistir os vídeos gravados pela i2. A mais simples é ver na própria tela do aparelho. A maneira mais democrática é usar o software que vem com a câmera e converter as imagens para o formato anaglífico. Assim, elas poderão ser assistidas em qualquer tipo de monitor desde que a pessoa esteja usando aqueles óculos com lentes coloridas – uma azul e outra vermelha.

A câmera já vem com um par desses óculos. A terceira opção é usar uma televisão 3D. A tecnologia desses aparelhos aumenta a sensação de realismo e preserva as cores originais da cena, características que ficam prejudicadas quando o vídeo é convertido para o formato anaglífico. O problema é que esses televisores ainda custam caro – não saem por menos de 5 mil reais.

Neste outro vídeo, disponível somente no canal de Veja no YouTube, você pode assistir a um clipe das imagens gravadas pelo Sergio e convertidas para o formato anaglífico. Será que o professor conseguiu fazer um novo Avatar? Só não se esqueça dos óculos coloridos.


Fonte: Veja/Rafael Corrêa - YOUTUBE

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