Diante de uma plateia estimada em 7.000 pessoas, a maior parte mulheres, que participavam hoje (15) pela manhã de um congresso em uma igreja evangélica, em Manaus (AM), a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, condenou o preconceito e a discriminação contra o sexo feminino.
Em outro momento, a presidenciável defendeu abrigo e asilo para a iraniana condenada à morte no Irã, mas criticou a política internacional do Brasil com o país.
Durante o evento, Marina autografou seu livro biográfico e posou para fotos. Pregou por 40 minutos, utilizando a Bíblia para falar de discriminação e preconceitos.
"Deus não discrimina ninguém. Durante muitos anos, milhares de anos, éramos consideradas incapazes. Não existe fundamento para nenhum preconceito ou discriminação. Nem do ponto de vista político, nem filosófico e nem teológico. Todos nós somos iguais. E as mulheres precisam ter os seus direitos respeitados, precisam contar com igualdade de oportunidade", afirmou.
Em relação à iraniana Sakineh Ashtiani, presa desde 2006 e condenada à morte por apedrejamento, pelo crime de adultério, Marina defendeu a postura do governo brasileiro de oferecer asilo político a ela. "É uma posição correta. A gente deve, sem fazer nenhum tipo de ingerência, respeitando as relações bilaterais, afirmar sempre os valores da defesa da vida e dos direitos humanos. Isso é uma luta de toda a humanidade".
A candidata do PV, porém, fez críticas à postura que chamou de "ambígua", adotada pelo governo, em relação à defesa dos direitos humanos.
"O Brasil avançou em vários aspectos dentro do G-20, com o protagonismo da defesa dos nossos direitos e interesses comerciais e econômicos. Na relação com os países da África, ampliando o nosso apoio e solidariedade. Mas na questão dos direitos humanos, passamos uma mensagem ambígua, quando não se teve uma postura correta de solidariedade com os presos políticos de Cuba, e quando se deu audiência para o [presidente do Irã, Mahmoud] Ahmadinejad, que não respeita os direitos humanos. É fundamental que o Brasil, que tem tradição de defesa da democracia e direitos humanos, afirme esses valores em todos os espaços da sua política externa", afirmou.
Comentário BGN
O fato é qu este governo não vai mudar esta política exzterna imoral, ideológica e mercenária.
Fonte: FOLHA/KÁTIA BRASIL
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