Jovem está preso há dois meses, apesar das provas que atestam sua inocência

Wilson Oliveira é acusado de tentar roubar uma moto, mas as câmeras da empresa onde ele trabalha registraram sua saída após o crime.


Os advogados de um jovem suspeito de roubo entraram com novo pedido de habeas corpus, nesta segunda-feira, na Justiça de São Paulo. Apesar das provas que atestam a inocência, ele está preso há dois meses.

Wilson Oliveira é estudante universitário e trabalha como motorista de ônibus, mas, há 65 dias, usa roupa de preso. Ele é acusado de tentar roubar uma moto.


“Prova é que não falta pra provar minha inocência”, disse ele.

Wilson disse que, no momento da prisão, tentou explicar à polícia que ele não era o ladrão: “Vamos lá na garagem, vocês vão ver que eu estava trabalhando, eu estava com a camiseta da empresa, mas eles não quiseram nem saber”, contou.

O boletim de ocorrência mostra que o roubo foi às 22h15 do dia 6 de junho. Segundo o documento de controle da garagem onde Wilson trabalha, no mesmo dia, o rapaz entrou as 6h04 e parou às 22h19, quatro minutos depois do roubo.

As câmeras de segurança da empresa também registraram a saída dele. Às 22h19, ele atravessa o pátio para entregar a chave do ônibus e, às 22h21, o rapaz pega a moto dele, passa pela portaria e vai embora.

A distância entre a garagem e o local onde uma moto foi roubada por três homens é de 700 metros.

Wilson disse que passou pelos ladrões, quando eles abandonavam a moto roubada no meio da rua, porque ela parou de funcionar. Alguns quilômetros adiante, um carro da Polícia Militar veio de frente e o PM atirou para que ele parasse. Wilson caiu da moto, foi levado para a delegacia, mas negou a participação no crime.

Mesmo assim, ficou preso por causa de um detalhe: usava um capacete preto, comum entre os motoqueiros, igual a de um dos ladrões. Por isso foi apontado pelo dono da moto como um dos assaltantes. Desde a prisão, dois pedidos de liberdade provisória foram negados pela Justiça.

“Não há nenhum elemento que demonstre que o juiz tenha lido as provas, que tenha verificado a fita de vídeo, que demonstra que Wilson estava em outro local no momento em que aconteceu a tentativa de roubo”, declarou o advogado de Wilson, Sérgio Vesentini.

Os pais não se conformam com a situação. Seu Vilson Oliveira fala com as carteiras de trabalho do filho nas mãos. Uma demonstração de que confia na honestidade dele.


“Meu filho nunca precisou disso, ele sempre trabalhou. Desde os 13 anos que ele trabalha. Com as provas que tem a gente vai provar a inocência dele”, disse.

Os juízes que analisaram os pedidos de liberdade provisória de Wilson não quiseram comentar o caso.

Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo, o jovem também poderá ser acusado de roubo qualificado porque a vítima afirmou ter sido ameaçada por uma arma.

Comentário da editoria do BGN

Que Justiça temos neste país?

Temos uma Justiça que solta culpados, mesmo havendo provas contundentes contra eles, segundo o Ministério Público, ( basta acompanhar casos recentes) e  que mantém preso um inocente, mesmo com provas cabais. 

Será que o que temos a Injustiça institucionalizada? Nosso sistema legal está falido.

O Brasil inova: culpados são soltos todos os dias e inocentes são presos e não há quem os consiga tirar da prisão.

Talvez seja a hora de uma denùncia junto à ONU



 Fontes: G1- TV Globo

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