Os incêndios florestais na Rússia atingiram as zonas contaminadas pela catástrofe nuclear de Chernobyl, região oeste do país, informou nesta quarta-feira (11) o site do serviço federal de defesa das florestas.
Incêndios florestais em terras contaminadas por substâncias radioativas foram registrados em 3.900 hectares.
Um funcionário do serviço disse que há mapas de contaminação (radioativa) e mapas dos incêndios.
Homem caminha em uma floresta incendiada na região de Golovanovo, na Rússia; fogo já atingiu áreas contaminadas por radioatividade/Natalia Kolesnikova/AFP
Fontes do Ministério de Situações de Emergência russo negaram no início da semana a existência de incêndios na região de Briansk, na fronteira com Ucrânia e Belarus, contaminada pela catástrofe de Chernobyl (1986).
O desastre de Chernobyl é considerado o pior acidente nuclear da história. O vazamento da usina de energia produziu uma nuvem de radioatividade que atingiu a Europa Central, a Escandinávia e Reino Unido. A contaminação foi 400 vezes maior que a bomba que foi lançada em Hiroshima, em 1945.
Incêndios florestais diminuem
O mesmo ministério anunciou que a superfície dos incêndios florestais que devastam o país diminuiu pouco mais da metade.
Um comunicado afirmou que nesta manhã há 612 focos de incêndio ativos em uma superfície de 92.700 hectares. Nesta terça-feira (10), as chamas cobriam 174 milhectares.
Um total de 165 mil funcionários do Ministério combate o fogo com a ajuda de 550 estrangeiros. Depois de quase duas semanas, os incêndios florestais mataram 54 pessoas. O ministério também informou ter desviado as águas do rio Oka para apagar incêndios na região de Moscou.
Uma chuva fina caiu nesta terça-feira (10) em Moscou, onde a fumaça dos incêndios nas áreas de vegetação pantanosa se dissipou um pouco, mas a meteorologia prevê que a trégua vai durar pouco.
O serviço meteorológico destacou que durante o dia, as temperaturas serão de três a cinco graus inferiores às registradas nos últimos dias, mas como a região de Moscou sofreu com 37 ºC nas últimas 72 horas, o calor vai prosseguir.
Fontes: R7- Agências

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