Telefônica assume controle da Vivo
A Telefônica do Brasil divulgou comunicado no final da manhã desta quarta-feira confirmando a aquisição do controle da Vivo pela matriz espanhola (Telefónica) e detalhando a forma de pagamento da compra de 50% da Portugal Telecom na empresa detentora da Vivo, a Brasilcel.
Com a aquisição, a Telefónica detém aproximadamente 60% da Vivo. Os cerca de 40% restantes da empresa estão em negociação na Bolsa, detidos por acionistas minoritários, a maior parte pessoas físicas.
No comunicado, a empresa espanhola manifestou o interesse em adquirir, via OPA (Oferta Pública de Ações), mais 3,8% pelas ações ordinárias da Vivo que não são detidas pela Brasilcel, operação estimada em 800 milhões de euros (R$ 1,83 bilhão).
Em comunicado, o presidente mundial do Grupo Telefônica, César Alierta, falou sobre a satisfação obtida pelo acordo com a Portugal Telecom. "O acordo beneficia os acionistas de ambas as empresas. Trata-se de uma oportunidade única de criação de valor. A Vivo é líder do mercado de telefonia celular no Brasil, país em que a Telefônica mantém uma aposta decidida de futuro".
Segundo o comunicado a aquisição da Vivo terá uma impacto positivo "tanto nos resultados como na geração de caixa da Telefónica, desde o primeiro ano".
PAGAMENTO
Segundo o Grupo Telefónica, a oferta já está fechada e por isso "não há mais nenhum compromisso com relação às melhoras adicionais contempladas na última proposta".
O pagamento dos 7,5 bilhões de euros (R$ 17,2 bilhões) da oferta final será feito mediante o pagamento de 40% do montante no fechamento da operação -- que deve ocorrer em 60 dias, após a aprovação das autoridades regulatórias brasileiras.
Portanto, a Telefónica desembolsará 4,5 bilhões de euros (R$ 10,32 bilhões) no ato, mais 1 bilhão de euros (R$ 2,29 bilhões) em 31 de dezembro e, por último, mais 2 bilhões de euros (R$ 4,58 bilhões) em 31 de outubro de 2011.
ACORDO OI E PT
Após a Telefónica anunciar a compra do controle da Vivo, a Portugal Telecom comunicou ao mercado uma aliança com a Oi, da BrT (Brasil Telecom). A aliança prevê que a Portugal Telecom terá uma participação final, direta e indireta, de 22,4% no grupo Oi e que a empresa brasileira terá até 10% da Portugal Telecom.
As compras de participações entre a Portugal Telecom e Oi se darão por uma série de operações.
De sua parte, a Portugal Telecom vai comprar participações minoritárias em dois acionistas controladores da Oi, a AG Telecom, do grupo Andrade Gutierrez; e a La Fonte Telecom, do grupo Jereissati. A empresa portuguesa também vai comprar 10% de participação direta na Telemar Participações, controladora da Oi, por R$ 4,24 bilhões.
O aporte da Portugal Telecom na aquisição das participações será de cerca de R$ 8,44 bilhões no máximo, informou a Oi em comunicado ao mercado, incluindo participação em aumentos de capital das empresas do grupo brasileiro.
A operação de aliança envolve também propostas de aumento da capital da Telemar Participações e da Tele Norte Leste no valor de R$ 12 bilhões cada, mediante emissão de ações ordinárias e preferenciais.
A emissão da Tele Norte Leste Participações, a empresa operacional do grupo, será feita ao preço de R$ 38,54 por ação ordinária e de R$ 28,26 por ação preferencial. Já o aumento de capital da Telemar Participações, será ao preço de R$ 63,70 por ação ordinária e de R$ 50,70 por ação preferencial.
Desses aumentos de capital, a Portugal Telecom subscreverá ações até o valor de R$ 3,733 bilhões.
Com as operações, a Oi terá direito a participar do conselho de administração da Portugal Telecom, enquanto a portuguesa também terá direito a um representante no Conselho da companhia brasileira.
Após vender Vivo, Portugal Telecom comprará 22% da Oi
A Oi anunciou nesta quarta-feira uma aliança com a PT (Portugal Telecom), após a portuguesa comunicar ao mercado a venda de sua participação na Vivo --controlada em parceria com a espanhola Telefónica.
A compra da participação da Oi é uma forma de a Portugal Telecom dar continuidade aos seus negócios no Brasil, especialmente após se desfazer (hoje) de participação de controle na Vivo, operadora líder em telefonia celular no país.
As duas informações --da aquisição de parte da Oi pela PT e da venda de controle da Vivo à Telefónica, pela portuguesa-- foram divulgadas nesta manhã pelas empresas. As movimentações podem modificar estruturalmente o cenário de telefonia no Brasil.
No início do dia, a Telefónica anunciou a aquisição de 50% que a Portugal Telecom detém na Vivo. Assim, a espanhola assume o controle da empresa brasileira. As negociações de compra do controle da Vivo começaram em maio.
Em seguida, a Portugal Telecom comunicou ao mercado uma aliança com a Oi, da BrT (Brasil Telecom). A aliança prevê que a Portugal Telecom terá uma participação final, direta e indireta, de 22,4% no grupo Oi e que a empresa brasileira, ansiosa por iniciar um processo de internacionalização apoiado pelo governo, terá até 10% da Portugal Telecom.
ACORDO OI E PT
As compras de participações entre a Portugal Telecom e Oi se darão por uma série de operações.
De sua parte, a Portugal Telecom vai comprar participações minoritárias em dois acionistas controladores da Oi, a AG Telecom, do grupo Andrade Gutierrez; e a La Fonte Telecom, do grupo Jereissati. A empresa portuguesa também vai comprar 10% de participação direta na Telemar Participações, controladora da Oi, por R$ 4,24 bilhões.
O aporte da Portugal Telecom na aquisição das participações será de cerca de R$ 8,44 bilhões no máximo, informou a Oi em comunicado ao mercado, incluindo participação em aumentos de capital das empresas do grupo brasileiro.
A operação de aliança envolve também propostas de aumento da capital da Telemar Participações e da Tele Norte Leste no valor de R$ 12 bilhões cada, mediante emissão de ações ordinárias e preferenciais.
A emissão da Tele Norte Leste Participações, a empresa operacional do grupo, será feita ao preço de R$ 38,54 por ação ordinária e de R$ 28,26 por ação preferencial. Já o aumento de capital da Telemar Participações, será ao preço de R$ 63,70 por ação ordinária e de R$ 50,70 por ação preferencial.
Desses aumentos de capital, a Portugal Telecom subscreverá ações até o valor de R$ 3,733 bilhões.
Com as operações, a Oi terá direito a participar do conselho de administração da Portugal Telecom, enquanto a portuguesa também terá direito a um representante no Conselho da companhia brasileira.
NEGOCIAÇÕES PELA VIVO
A Telefónica da Espanha divide o controle da Brasilcel, dona da brasileira Vivo, com a Portugal Telecom. Em maio, a espanhola (que também detém participação na PT) fez uma proposta de 5,7 bilhões de euros pelos 30% da parte que a PT detém na Brasilcel. A portuguesa não quis vender sua participação e a Telefónica pressionou o mercado aumentando duas vezes a proposta até chegar em 7,15 bilhões de euro na véspera da assembleia da PT, ocorrida no dia 30 de junho.
Nesta assembleia, a comissão de valores de Lisboa vetou que os acionistas da Telefónica votassem, por serem acionistas na PT, devido ao conflito de interesses envolvido na questão. Mesmo sem a participação da espanhola na assembleia, a maioria dos acionistas concordou com a venda do percentual da Vivo à Telefónica.
Após essa decisão, o governo de Portugal utilizou suas 500 ações golden share (com poder de veto em negociações estratégicas) para impedir a venda. Desde então, a CE (Comissão Europeia) e os mercados espanhol e português vêm discutindo a legitimidade da atitude do governo português, que segundo a CE, contraria os aspectos democráticos das negociações.
No dia 16 de julho, houve uma segunda assembleia com acionistas da PT, que terminou sem solução. No sábado (17), a Telefónica retirou a oferta de compra das ações, mesmo com o Tribunal de Justiça da UE (União Europeia) declarar ilegal o uso da golden share pelo Estado português.
No domingo (18), a PT manifestou, enfim, o interesse em vender sua parte, enquanto a Telefónica divulgava a contratação de dois escritórios de advocacia para lutar na Justiça pela aquisição.
VEJA COMO FICARÁ A COMPOSIÇÃO DA OI
Fonte: FOLHA

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