Por meio de um comunicado divulgado na quinta-feira, Uribe havia afirmado “deplorar” as declarações de Lula, que antes havia descrito a crise diplomática entre Venezuela e Colômbia como algo que não vai além de um “enfrentamento verbal”.
“O presidente Lula acha que o episódio está superado. Ele não comentou e nem comentará (a declaração de Uribe)”, disse o porta-voz nesta sexta-feira.
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Ainda de acordo com o relato de Baumbach, Lula telefonou nesta sexta-feira para o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, que toma posse no dia 7 de agosto.
“O presidente considerou que a conversa foi positiva e ajudou na preparação para a distensão do cenário”, disse o porta-voz, referindo-se aos esforços do Brasil para apaziguar a crise entre Colômbia e Venezuela.
Sem consenso
A tentativa de resolver o impasse diplomático entre Bogotá e Caracas por meio de uma reunião de chanceleres da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), na noite desta quinta-feira, terminou sem sucesso.
Depois de mais de cinco horas de tenso debate, o grupo não chegou a um consenso sobre a criação de mecanismos para conter a crise bilateral e decidiu deixar nas mãos dos presidentes do bloco sul-americano a tarefa de reaproximar os dois países.
O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, disse à BBC Brasil que a reunião serviu para "baixar a temperatura" do conflito, ao mesmo tempo em que admitiu que os países não chegaram a um acordo porque ainda havia tensão entre Colômbia e Venezuela.
"Os chanceleres precisavam fazer muitas consultas, os ânimos estavam ainda um pouco quentes, mas o importante é que conseguimos baixar a temperatura", afirmou Garcia, que substituiu o chanceler Celso Amorim no encontro.
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Presidentes
A crise entre Colômbia e Venezuela deverá ser tema de debate de uma reunião extraordinária de presidentes da Unasul que deverá ocorrer logo depois que Juan Manuel Santos assumir a Presidência da Colômbia.
O conflito binacional teve início há uma semana, quando Bogotá apresentou ao Conselho Permanente da Organização de Estados Americanos (OEA) supostas provas sobre a presença de guerrilheiros das Farc e do ELN na Venezuela.
Em seguida, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, qualificou de mentirosas as acusações e rompeu relações diplomáticas com a Colômbia.
Para Chávez, as acusações são parte de uma "desculpa" para justificar uma intervenção armada da Colômbia em seu país, que a seu ver, conta com o apoio dos Estados Unidos.
Fonte: BBC/Fabrícia Peixoto
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