Dunga se despede com carta aberta a CBF

Em carta aberta a Ricardo Teixeira, Dunga se conforma com demissão: "Certa ou não, não cabe a mim questioná-la"

Dunga, após desembarcar em Porto Alegre: sonho com a permanência e demissão por telefone (FolhaPress)

Dunga, agora ex-técnico da seleção brasileira, divulgou ontem, em seu site oficial uma carta aberta a Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que o demitiu por telefone no último domingo, após o desembarque no Brasil.

Em tom extremamente formal – o ex-técnico trata Teixeira por “Vossa Senhoria” e usa vocabulário rebuscado, com palavras como desiderato e incontinenti -, Dunga lamenta não ter atingido o objetivo principal traçado pela CBF: conquistar a Copa do Mundo 2010. Afirma, porém, ter realizado as demais mudanças propostas.

“Em relação a 2006, renovamos o elenco da Seleção Brasileira de Futebol, voltamos a ter respeito no cenário mundial e, fundamentalmente, a respeitar a Seleção Brasileira de Futebol e, por extensão, a própria Confederação Brasileira de Futebol – CBF”, escreve em determinado trecho. “As recentes pesquisas de opinião pública, os resultados obtidos pelos patrocinadores e, notadamente, as conquistas alcançadas dentro de campo, indiscutivelmente, comprovam tal afirmação.”

Apesar de agradecer o tempo todo pela “confiança, respaldo e autonomia”, como cita logo no início da carta, Dunga, que chegou a considerar sua permanência no cargo no último domingo, antes de ser demitido por telefone, dá uma alfinetada no final. “Agora, como sempre foi à (sic) postura por mim adotada, incontinenti, resta-me acatar à (sic) sua decisão, pois, certa ou não, a mim não cabe questioná-la”, afirma no final, para encerrar em seguida, “limitado ao exposto”, e assinar: Carlos Caetano Bledorn Verri – Dunga.

Fonte: Veja

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