O número de vítimas fatais pelas chuvas torrenciais da tempestade Agatha subiu para 179 na América Central.
Tempestade tropical Agatha/US NAVY
Na Guatemala a tempestade deixou 152 mortos e 100 desaparecidos. Cerca de 125 mil tiveram de deixar suas casas. Em Honduras já foram confirmadas 17 vítimas fatais e milhares de pessoas removidas. Em El Salvador, dez pessoas morreram, duas estão desaparecidas e cerca de 11 mil foram removidas de suas casas.
A situação na Guatemala é pior, sobretudo em áreas rurais de difícil acesso, onde as chuvas provocaram deslizamentos de terra que arrastaram casas, pontes e moradores corrente abaixo, após o transbordamento de rios.
"Nós tentamos chegar às comunidades, mas encontramos pontes caídas e temos que caminhar, demoramos muito mais tempo", disse Rony Veliz, do corpo de Bombeiros Voluntários da Guatemala.
O presidente do país, Álvaro Colom, afirmou que as chuvas provocaram muitos prejuízos à agricultura. Dos 22 Departamentos (Estados) do país, 21 foram atingidos. Apenas Petén, na região norte, não registrou perdas.
No Departamento de Chimaltenango, a oeste de Cidade da Guatemala, deslizamentos de terra soterraram comunidades rurais indígenas e mataram ao menos 60 pessoas.
Ontem (31), o governo guatemalteco anunciou um pedido de empréstimo de US$ 85 milhões (cerca de R$ 155 milhões) de ao Banco Mundial após a catástrofe. A Guatemala ainda está em alerta pela erupção do vulcão Pacaya, na quinta-feira (27).
Na vizinha Honduras, a Comissão Permanente de Situações de Urgência (Copeco) anunciou ontem à tarde a morte de 17 pessoas e a remoção de 3.000.
Em El Salvador, a Defesa Civil registrou dez mortos e dois desaparecidos. O presidente do país, Mauricio Funes, decretou "alerta vermelho" em todo o território nacional e classificou a situação de "crítica".
Os esforços de resgate na Guatemala foram complicados ainda mais por causa de uma erupção vulcânica na quinta-feira perto da capital, que cobriu partes da área com cinzas.
Cratera
Pedestres curiosos paravam para ver uma enorme cratera que engoliu um cruzamento inteiro em Cidade da Guatemala no fim de semana, levando para dentro uma fábrica de roupas, mas sem deixar mortos ou feridos.
As autoridades estimam que o buraco tenha 20 metros de largura e cerca de 30 metros de profundidade, mas ainda investigam qual sua causa.
A tempestade tropical Agatha deixou um enorme buraco no meio da capital da Guatemala/Reuters
Ajuda
Os primeiros carregamentos de ajuda internacional começam a chegar hoje na região. O governo dos EUA doou US$ 113 mil (R$ 206 mil) para gastos com suprimentos de emergência e aluguel de helicópteros.
A Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) também aprovou hoje o envio de três milhões de euros (cerca de R$ 6,6 milhões) de ajuda de emergência às vítimas da tempestade tropical.
Os europeus esperam socorrer com este envio cerca de 100 mil pessoas necessitadas com alimentos, água potável, abrigos e assistência sanitária, informou em comunicado.
A tempestade Agatha, a primeira da temporada de furacões, chegou à América Central na sexta-feira (28). Causou deslizamentos de terra perto da fronteira da Guatemala com o México no sábado (29), com ventos de até 75 km/h. A tempestade tropical se dissipou no dia seguinte sobre as montanhas do oeste da Guatemala.
Fontes: FOLHA - Agências


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