Viajavam a bordo mais de 750 ativistas de 60 nacionalidades
Dois jornalistas australianos que viajavam na frota humanitária atacada por Israel afirmaram que os soldados israelenses cometeram abusos durante a operação, realizada na última segunda-feira, que terminou com nove mortos.
O correspondente Paul McGeough e a fotógrafa Kate Geragthy, deportados nesta madrugada à Turquia, indicaram à imprensa de seu país que os militares atacaram ativistas desarmados, embora, em alguns casos, não tenham utilizado munição real.
Geragthy disse que sentiu dor e enjoos quando os soldados a agrediram com armas de choque antes de prendê-la, e afirmaram que suas câmeras fotográficas foram apreendidas, apesar de os soldados saberem que eles eram repórteres.
Pelo menos nove ativistas de direitos humanos morreram durante o ataque, enquanto o número de feridos é de 43, sendo 38 membros da frota humanitária e cinco soldados israelenses, segundo diversas fontes.
A abordagem aconteceu na madrugada da segunda-feira passada quando as seis embarcações da frota desejavam romper o bloqueio israelense a Gaza para distribuir ajuda humanitária.
Viajavam a bordo mais de 750 ativistas de 60 nacionalidades, entre eles vários deputados europeus e a Nobel da Paz a irlandesa Mairead Corrigan Maguire.
As autoridades de Israel garantem que alguns ativistas atacaram os soldados com armas de fogo, e o bloqueio é a única maneira de evitar que armas iranianas cheguem aos militantes do Hamas na faixa palestina.
Fontes: FOLHA - Efe
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