Em Cuiabá, Serra volta a atacar Bolívia pela entrada de cocaína no Brasil

Para o pré-candidato do PSDB à Presidência, governo boliviano é conivente com exportação de drogas


CUIABÁ - O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, voltou neste sábado, 29, a culpar o governo da Bolívia pela entrada de cocaína no País. Serra disse que "o governo boliviano é conivente com a exportação de drogas para o Brasil", o que "acaba com a vida de nossos jovens".

Em relação ao financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) para a construção de uma rodovia em território boliviano, o ex-governador de São Paulo defendeu que o governo brasileiro exija como contrapartida o controle sobre o tráfico de drogas.

Serra participou neste sábado à tarde, em Cuiabá, do lançamento da pré-candidatura do ex-prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), ao governo do Estado. No encontro com lideranças do PSDB, PTB e DEM, um dos temas abordados foi a permeabilidade e a necessidade de reforçar a segurança dos 710 km de fronteira seca do Mato Grosso. Em discurso, Serra destacou a segurança, a saúde e a educação como áreas principais de sua proposta de governo.

Durante o ato político, o pré-candidato do PSDB à Presidência recebeu o apoio de parte dos militantes do PPS, que no Estado estão divididos entre as candidaturas de Wilson Santos e Mauro Mendes (PSB). O ex-governador de São Paulo disse ter conversado sobre a situação do PPS no Mato Grosso com o presidente do partido, Roberto Freire, que teria garantido ao tucano o apoio do partido no MT.

Vice

Serra repetiu que o fato de ainda não ter um candidato a vice não o "angustia". "Com certeza, em junho, teremos." Serra explicou que tem evitado o tema para não dar margem a especulações.

Serra: declaração da Bolívia vale nota de três reais

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra (PSDB), não somente reafirmou , em Olinda (PE), que a Bolívia faz "corpo mole" no combate ao tráfico de drogas, como considerou "não valer uma nota de três reais" a declaração do Ministério das Relações Exteriores da Bolívia que avaliou seu posicionamento sobre o assunto como "político-eleitoral".


"Quando entro numa briga é para valer, não tenho receio de enfrentar adversários e a coca tem do seu lado defensores e aproveitadores poderosos", afirmou em entrevista, depois da festa de lançamento da pré-candidatura do seu aliado, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) ao governo de Pernambuco.

"Eu acho que o governo brasileiro deve pressionar o governo boliviano fortemente, não pela força, mas pela pressão moral, no sentido de que combata a exportação da coca para o Brasil", defendeu, ao avaliar ser "impossível" a Bolívia exportar 70, 80, 90 por cento da cocaína que se consome no Brasil sem que "o seu governo lá faça corpo mole".

Para ele, para se poupar a juventude brasileira "desta verdadeira peste, desta praga que é a cocaína e o crack, é preciso atuar nas origens". "Não é só reprimir o traficante local, não é só fazer o tratamento do jovem". "Combater contrabando é muito difícil, mas é mais fácil combater o contrabando no país de origem que no de destino, porque tem uma cadeia produtiva, tem a colheita, o transporte, a manufatura", completou.


Fonte: O ESTADO/Venilson Ferreira/ANGELA LACERDA

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