O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Cabral se encontraram na manhã desta terça-feira no Copacabana Palace, no Rio
Presidente Lula e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, durante reunião de apresentação da atualização da Política de Desenvolvimento Produtivo - Divulgação / Presidência
BRASÍLIA e RIO - O Ministério da Justiça informou agora há pouco que já estão na Base Aérea de Brasília 40 bombeiros da Força Nacional de Segurança prontos para embarcar para o Rio de Janeiro. Eles vão ajudar no resgate das vítimas das enchentes no estado. O governo também vai mandar dois helicópteros, um deles um Esquilo, que estão prontos para decolar.
A ajuda federal foi oferecida mais cedo pelo ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, ao governador Sérgio Cabral.
- A situação do Rio de Janeiro é grave, nos preocupa a todos. Nesse momento, a melhor forma de reverter a situação é a união de esforços. O Ministério da Justiça fez uma oferta ao governador e ele vai analisar quais são as reais necessidades do Rio de Janeiro nesse momento. Nós estamos à disposição para ajudar no que for preciso - afirmou o ministro.
- (A atuação em Santa Catarina) deu uma expertise desse trabalho de resgate a vítimas. A situação no Rio de Janeiro parece que não está tão intensa nesse momento, mas há muitas pessoas que já faleceram e que podem estar em risco. O mais importante é que o ministério está à inteira disposição do governador Sérgio Cabral, por determinação do presidente Lula, para ajudar no que for preciso - declarou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Cabral se encontraram na manhã desta terça-feira no Copacabana Palace, no Rio, para discutirem os graves problemas causados pela chuva que atinge o estado desde ontem e já matou mais de 70 pessoas.
Na conversa com Lula, Cabral chamou atenção para a necessidade de conter a expansão de comunidades em regiões de encostas, onde aconteceu a maioria das mortes. Lula também destacou o risco das ocupações em áreas irregulares e prometeu, junto com o prefeito Eduardo Paes e o governador do Rio, aumentar os investimentos em drenagem dos rios nas obras do PAC-2.
Deslizamentos de terras causam mortes e transtornos
- Todas as enchentes atingem mais as pessoas pobres, que moram em regiões inadequadas. Não é mais possível permitir que as pessoas ocupem áreas irregulares. É preciso que os administradores públicos antevejam isso - disse Lula, ressaltando que esta é a pior chuva da história do Rio de Janeiro.
Além das dezenas de mortes, a chuva que cai sobre o Rio de Janeiro desde o fim da tarde de segunda-feira já deixou feridos e desaparecidos na capital, segundo o secretário estadual de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes.
Questionado sobre o alagamento em Manguinhos, onde há uma grande obra do PAC, Lula atribuiu o problema às fortes chuvas.
- Onde tem obra do PAC, vimos que tem menos alagamento. Acho que a única explicação para isso é o excesso de chuva. Mas é importante que tenha ocorrido esse problema nas obras para que vejamos o que pode ser feito para evitar que isso se repita no futuro - afirmou o presidente, que cancelou a inauguração de obras do PAC no Complexo do Alemão, na Zona Norte da cidade.
Em entrevista à rádio Tupi nesta manhã, o presidente lamentou a tragédia no estado:
- A única coisa que a gente pode fazer, num momento como esse, é pedir a Deus que a chuva pare um pouco, para as coisas melhorarem e voltarem à normalidade.
Sérgio Cabral voltou a pedir para que a população se mantenha calma e que as pessoas não saiam de casa. Lula reforçou a orientação.
- É importante que se crie um pacto de solidariedade enquanto estiver chovendo muito. Os empregadores devem compreender a situação, e não descontar o dia de trabalho. É correto que as pessoas não fiquem transitando nas ruas, numa situação em que a polícia, os bombeiros e a defesa civil precisam trabalhar.
Fonte: O Globo/Jailton de Carvalho e Rafael Galdo

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