Obama restringe uso de armas nucleares pelos EUA

Obama e seus assessores elaboraram uma revisão da estratégia norte-americana que renuncia ao desenvolvimento de novas armas atômicas

WASHINGTON, 6 de abril (Reuters) - O governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lançou uma nova política nesta terça-feira restringindo o uso de armas nucleares por parte do país, mas alertou o Irã e a Coreia do Norte que continuam sendo possíveis alvos.

Obama e seus assessores elaboraram uma revisão da estratégia norte-americana que renuncia ao desenvolvimento de novas armas atômicas e que pode levar a mais cortes no arsenal nuclear dos EUA.

A decisão, que pede uma redução da dependência dos EUA da força nuclear como elemento dissuasor, antecipa a assinatura do tratado histórico de controle de armas com a Rússia em Praga na quinta-feira e uma cúpula sobre segurança nuclear em Washington na próxima semana.

Mas a estratégia de reforma de Obama deve atrair críticas de conservadores, que dizem que sua abordagem pode comprometer a segurança nacional, e desapontar liberais, que querem medidas mais drásticas do presidente com relação ao controle de armas.

Sob a nova política, os Estados Unidos estão abdicando pela primeira vez ao uso de armas atômicas contra países não-nucleares, um rompimento com a ameaça da era Bush de retaliação nuclear no caso de um ataque biológico ou químico.

Mas a nova estratégia vem com uma condição: países estarão livres da resposta nuclear norte-americana apenas se estiverem de acordo com o Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Essa brecha significa que o Irã e a Coreia do Norte não estariam protegidas.

A Revisão da Postura Nuclear é exigida pelo Congresso a cada governo dos EUA, mas Obama estabeleceu altas expectativas depois de sua promessa de encerrar a "mentalidade da Guerra Fria" ao receber o Prêmio Nobel da Paz em parte por sua visão de um mundo livre de armas nucleares.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira que sua nova política nuclear sustenta a segurança nacional do país, reduzindo o papel das armas nucleares no arsenal norte-americano mas mantendo a pressão sobre Estados que buscam essas armas, referindo-se à Coreia do Norte e ao Irã.

"A maior ameaça aos EUA e à segurança mundial não é mais uma troca nuclear entre nações, mas o terrorismo nuclear por extremistas violentos e a proliferação nuclear em um número crescente de Estados," disse Obama em comunicado.

Fonte: Reuters / Phil Stewart e Matt Spetalnick

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