Segundo o pontífice, sacerdotes estão 'comprometidos com a fraternidade e em ser homens de paz'
CIDADE DO VATICANO - O papa Bento XVI conclamou os padres católicos nesta quinta-feira, 1º, a rechaçarem toda e qualquer forma de violência. O apelo foi feito em cerimônia realizada no Vaticano dedicada ao clero, e vem à tona em um momento no qual a Igreja Católica se vê diante de uma nova série de escândalos sexuais envolvendo seus prelados.
Papa não mencionou casos de abusos/Alessia Pierdomenico/AP"Como sacerdotes, estamos comprometidos, em fraternidade com Jesus Cristo, a sermos homens de paz. Estamos comprometidos a nos opormos à violência e a confiar no supremo poder do amor", declarou o pontífice durante seu discurso de Quinta-Feira Santa na Basílica de São Pedro.
Na mensagem do papa, não houve, porém, menção aos escândalos sobre abusos sexuais que têm surgido em dioceses de vários países, principalmente europeus.
O próprio Bento XVI foi relacionado aos escândalos. Segundo as denúncias, quando era o então cardeal Joseph Ratzinger, ele ocultou denúncias em uam diocese alemã e autorizou o retorno de um padre pedófilo a suas atividades nos EUA.
Celebrações
O Papa Bento XVI deu início nesta quinta-feira (1º) às celebrações da Páscoa com uma condenação do aborto, mas sem abordar os escândalos de pedofilia na Igreja Católica que abalam vários países europeus, sobretudo a Alemanha, país natal do pontífice, assim como os Estados Unidos.
Durante uma misa na qual foram abençoados os óleos sagrados utilizados durante todo o ano, dedicada em particular à missão dos padres, o papa voltou a condenar o aborto.
"É importante para os cristãos não aceitar uma injustiça elevada ao grau de direito, por exemplo quando se trata do assassinato de crianças inocentes que ainda não nasceram", declarou na homilia.
Papa Bento XVI durante missa nesta quinta-feira (1) na Basílica de São Pedro, no Vaticano. (Foto: AP)
"Os cristãos, como bons cidadãos, respeitam o direito e fazem o que é justo e bom, mas se negam a fazer o que, nas disposições jurídicas em vigor, não é um direito, e sim uma injustiça", destacou Bento XVI.
A nova condenação do papa ao aborto coincide na Itália com a chegada aos hospitais do país dos primeiros lotes da pílula abortiva RU486, que teve a comercialização autorizada em dezembro após um longo debate no Parlamento.
O novo presidente da região de Piamonte, Roberto Cota, um político de direita eleito na segunda-feira, aumentou a polêmica ao afirmar que é a favor da defesa da vida e que a pílula deve ficar nos estoques, sem distribuição em sua região.
Bento XVI pediu ainda aos cristãos que sejam pessoas de paz.
"Como sacerdotes, devemos ser homens de paz, devemos nos opor à violência e ter confiança no poder maior do amor", afirmou.
Fontes: O ESTADO DE S PAULO - AP

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