O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), apresenta nesta quarta-feira um balanço dos três anos e três meses de sua gestão.
José Serra/Antônio Milena/AgBrasil
O evento marca na prática sua despedida do governo, que acontece na sexta-feira.
Pré-candidato à Presidência, Serra terá o dia marcado por um protesto de sindicalistas ligados ao PT, na avenida Paulista, e por uma festa de apoio dos militantes do PSDB, no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi.
Para o ato no palácio, que começa às 15h, o PSDB de São Paulo espera levar cerca de 6.000 pessoas. "A ideia do partido é que o Serra compartilhe esse momento com quem esteve ao lado dele e trabalhou para que isso acontecesse", afirmou o secretário-geral do PSDB-SP, César Gontijo. O lançamento oficial da pré-candidatura acontece no dia 10 em Brasília.
Ao mesmo tempo, sindicatos de servidores de SP organizam um protesto contra o governo Serra. Chamado de "bota-fora", o protesto é organizado por sindicalistas ligados à CUT e ao PT.
A manifestação está marcada para começar às 13h no vão livre do Masp, na avenida Paulista. Uma hora depois começa, no mesmo local, a assembleia da Apeoesp (sindicato dos professores de São Paulo), que decidirá se mantém a greve iniciada no dia 8 de março. Depois da assembleia, o "bota fora" continua com uma passeata até o centro de São Paulo.
Substituto de Serra diz que oito secretários de SP devem deixar governo
O vice-governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), afirmou nesta terça-feira que espera uma mudança em oito das 26 secretarias estaduais por conta das eleições. Na sexta-feira, ele assume o lugar de José Serra (PSDB), que será candidato à Presidência.
Goldman, no entanto, disse que ainda não decidiu quem irá indicar. "Primeiro, eu tenho que saber quais vão sair. Não tenho o mapa todo de quem sai para ser candidato", afirmou.
Segundo o vice-governador, irão assumir os interinos por enquanto. No entanto, os secretários que irão ficar até final do ano devem ser escolhidos em duas semanas. "Vamos ter que conversar com os partidos da base", afirmou.
Ele lembrou da situação do PV, que tem uma secretaria. "Sobre o PV, temos dúvidas porque não sabemos se vai lançar candidato [ao governo]", disse. A secretária de Assistência Social do Estado de São Paulo, Rita Passos, é do partido e deve sair para ser candidata.
De acordo com Goldman, a única certeza é quem vai substituir o chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes, que deve ser o candidato tucano ao Senado. O nome mais cotado é do secretário da Justiça, Luiz Antonio Guimarães Marrey.
Nesta terça-feira, o secretário do Emprego, Guilherme Afif Domingos (DEM), confirmou a sua saída. Filiado ao DEM, Afif é o nome mais cotado para ser o vice da chapa tucana na disputa pelo governo paulista. A chapa será encabeçada por outro que deixa o governo, o secretário do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin (PSDB).
Outros nomes que podem ser candidatos são os do secretário da Educação, Paulo Renato (PSDB), e do Meio Ambiente, Xico Graziano (PSDB). Já o secretário estadual de Relações Institucionais e presidente do diretório municipal do PSDB de São Paulo, José Henrique Reis Lobo, deixa o governo para cuidar da campanha de Serra.
Fonte: FOLHA/DANIEL RONCAGLIA

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