O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, classificou como uma "descortesia" o boicote do ministro das Relações Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, à visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Israel.
A atitude do chanceler israelense seria uma reação ao fato de a comitiva brasileira ter recusado o convite para visitar o túmulo de Theodor Herzl, fundador do movimento sionista cujo aniversário de 150 anos está sendo comemorado pelo governo de Israel.
Assessor para Relações Exteriores da Presidência, Marco Aurelio García, critica como descortês o boicote de ministro de Israel/Sebastião Moreira-12mar.10/EfeGarcia lembrou que quando o ministro israelense visitou o Brasil no ano passado, "o presidente Lula o recebeu com a maior cortesia, e chegou a abrir uma exceção, porque normalmente presidente recebe presidente e seria de praxe que o chanceler tivesse sido recebido pelo nosso chanceler".
"Portanto, podemos classificar a atitude de Lieberman como um ato de descortesia", disse Garcia em entrevista coletiva em Jerusalém.
No entanto, o assessor especial minimizou o impacto do boicote do chanceler israelense à visita de Lula.
"De jeito nenhum. Isso não compromete o sucesso da visita a Israel", garantiu. Segundo ele, a viagem oficial conseguiu, apesar dessa divergência, aproximar os dois países.
Garcia contou que o chefe de Estado brasileiro reagiu com tranquilidade à notícia do boicote de Lieberman.
"O presidente Lula tem mais coisas com o que se preocupar do que com esse assunto", explicou Garcia.
O assessor explicou que a comitiva brasileira recusou-se a ir ao túmulo porque essa visita não estava prevista na agenda previamente acordada. Porém, o assessor não deu detalhes de como nem quando foi feito o convite por parte do governo israelense.
A respeito das críticas que o Brasil vem recebendo por manter uma aproximação com o Irã, o assessor da Presidência disse que o governo brasileiro pretende manter a política de diálogo com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.
Marco Aurélio Garcia fez as declarações após o presidente brasileiro ter cancelado a entrevista coletiva que estava programada para esta terça-feira. Lula já segue para Belém, na Cisjordânia, onde se encontrará com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, na segunda etapa da sua primeira visita à região.
Opinião BGN
O Brasil tem potencial para servir como mediador no conflito do Oriente Médio, pois o país tem um espírito pacifista. Porém, isso só deve acontecer quando Lula e os comunistas do Itamaraty deixarem o governo, porque eles não sabem o que é imparcialidade.
Fontes: FOLHA/GUILA FLINT e SILVIA SALEK - Agências
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