Avião reserva da Presidência da Republica pousou na Base Áérea de São Paulo às 2h25 desta terça-feira (2), com 30 brasileiros que estavam em Santiago. (Foto: Sérgio Lorena/G1) Eles vieram no avião reserva da FAB (Força Aérea Brasiliera) que acompanhava a aeronave do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante visita feita ao Chile ontem.
De acordo com a assessoria da presidência, o grupo de escritores que participava de um congresso de literatura no Chile estão entre os que embarcaram no Chile na noite de ontem. Além deles, foram selecionadas pessoas que deixaram seus nomes em uma lista na embaixada brasileira no Chile -- idosos, gestantes e crianças foram priorizados.
De acordo com o secretário executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura, José Castilho Marques Neto, que estava no Chile, todos os brasileiros que participaram I Congresso Ibero-Americano de Literatura Infantil e Juvenil voltaram no voo da FAB. "Depois de tanta confusão, finalmente chegamos em casa", disse Castilho à Folha Online.
Além dele, estavam no voo as escritoras Lygia Bojunga e Ana Maria Machado; a especialista em Monteiro Lobato, Marisa Lajolo; a ilustradora Ângela Lago; Tânia Rösing, organizadora da Jornada de Passo Fundo (RS); Peter O'Sagae, do site Dobras da Leitura; e a secretária executiva da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) Elizabeth Serra. Idosos, crianças e uma mulher grávida também retornaram ao Brasil.
Castilho disse que o embarque em Santiago, apesar de "pouco convencional" foi tranquilo, assim como o voo.
Segundo o Itamaraty, no Chile, verificou-se que havia lugares vagos no voo da comitiva presidencial e foi decidido que o grupo de brasileiros poderia embarcar na aeronave.
Lula, que chegou ao Chile após assistir à posse de José Mujica em Montevidéu, teve um rápido encontro com a presidente chilena, Michelle Bachelet, para expressar suas condolências e a solidariedade das autoridades e do povo brasileiro, além de ajudar na coordenação da ajuda
Arte/Folha Online
Lula ao lado de Bachelet em aeroporto; avião de reserva da FAB traz 30 brasileiros que estavam no Chile de volta ao país/Ricardo Stuckert/Reuters/PR"O Brasil fará tudo ao seu alcance para que o povo do Chile sofra o menos possível com esta catástrofe", disse Lula, após reunir-se com Bachelet. "O que nós sabemos é que vai ser difícil reconstruir tudo o que foi destruído, mas o povo chileno já está acostumado com isso", disse ainda Lula a jornalistas ao lado da colega chilena, no aeroporto de Santiago.
Segundo o presidente, não há informações de brasileiros vítimas do tremor. Ele acrescentou que a embaixada brasileira seguirá "atenta".
"Quero agradecer ao presidente Lula, que demonstra mais uma vez que é um grande líder mundial e da América Latina, e um grande amigo do Chile", afirmou Bachelet.
Tragédia
O governo do Chile aumentou para 723 o número de mortos e para 19 o de desaparecidos no terremoto de 8,8 graus na escala Richter, que atingiu parte do país na madrugada de sábado.
Além dos mortos, cerca de 500 mil casas foram destruídas, de acordo com a presidente. "Estamos enfrentando uma catástrofe gigantesca, que irá exigir um esforço de recuperação gigantesco", disse Bachelet, após encontro com ministros e militares no palácio La Moneda.

A capital Santiago, a cerca de 320 quilômetros do epicentro, foi atingida duramente pelo sismo. O aeroporto internacional está fechado por a menos 24 horas uma vez que o terremoto destruiu calçadas e quebrou vidros de portas e janelas.
Segundo a polícia, mais de cem pessoas morreram em Concepcion, a maior cidade da área próxima do epicentro, com cerca de 200 mil habitantes. Muitas ruas da cidade ficaram cobertas de escombros, e centenas de detentos escaparam da penitenciária após o tremor.
Em 1960, o Chile foi atingido por um terremoto de magnitude 9,5, um dos mais fortes já registrados. O tremor devastou a cidade de Valdivia, matou 1.655 pessoas e causou um tsunami que atingiu a Ilha da Páscoa, distante 3.700 quilômetros da costa chilena. A onda continuou e chegou ao Havaí, Japão e Filipinas. As ondas que chegaram nas Filipinas demoraram cerca de 24 horas para atingir o país.
O terremoto deste sábado foi sentido em São Paulo e também nas Províncias argentinas de Mendoza e San Juan. Uma série de abalos subsequentes atingiram a região costeira do Chile.
Fontes: FOLHA - Agências
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