Equipes buscam desaparecidos após temporal que matou 42 em Portugal

Autoridades da Ilha da Madeira dizem que número de mortos ainda deve aumentar


Morador da Ilha da Madeira, em Portugal, observa enchente após temporal que atingiu arquipélago; 42 pessoas morreram e 120 ficaram feridas/Gregorio Cunha/AFP Photo

Equipes de resgate usando escavadeiras e as próprias mãos procuravam no domingo (21) por mais corpos nos escombros após as enchentes e deslizamentos de terra que mataram pelo menos 42 pessoas na Ilha da Madeira, arquipélago português no Atlântico.

Autoridades de Portugal enviaram equipes de salvamento e engenheiros militares do continente para auxiliar nos trabalhos na ilha, onde no sábado, uma tempestade causou inundações e desabamentos, destruindo pontes, bloqueando estradas com pedras e lama e interditando boa parte das principais cidades.

Mergulhadores também foram enviados ao local para ajudar nos resgates, já que se acredita que várias vítimas tenham sido empurradas para o mar durante as chuvas.

O prefeito da capital de Madeira, Funchal, Miguel Albuquerque, disse que algumas áreas da cidade foram particularmente afetadas.

Em entrevista a um canal de TV local, Albuquerque disse:


- O que aconteceu nas partes mais altas de Funchal foi algo dantesco.

O prefeito disse que o número de vítimas deve aumentar, pois as equipes ainda não chegaram a muitas casas soterradas.

Franscisco Ramos, secretário regional de Assuntos Sociais, disse que havia 42 mortes confirmadas no arquipélago, que fica cerca de 900 km quilômetros a sudoeste de Lisboa.

Trata-se da pior tragédia em Portugal desde 2001, quando uma ponte sobre o rio Douro desabou, matando 59 pessoas.

Temporal destruiu infraestrutura, mas não afetou turistas

Em Madeira, carros foram arrastados pela correnteza e algumas casas ruíram ou foram danificadas. A chuva destruiu estradas e bloqueou rodovias com pedras, árvores e lama. Ainda não há uma estimativa oficial para o número de desaparecidos, segundo autoridades locais.

Cerca de 120 pessoas ficaram feridas e outras 300 passaram a noite e abrigos temporários. Outras 240 vítimas perderam suas casas.

Alberto João Jardim, líder do governo regional, disse que o turismo não sofreu "nenhum incidente grave". Muitos dos turistas na Ilha da Madeira, que realizou o popular desfile de Carnaval na última semana, são britânicos aproveitando a semana de férias escolares.

Um recepcionista no Hotel Windsor, em Funchal, afirmou:


- O nosso hotel não está lotado no momento, mas temos muitas pessoas de toda a Europa: britânicos, holandeses e alemães. Graças a Deus, todo mundo está seguro e pelo que sabemos não houve vítimas entre os turistas em outros lugares.

Com a melhora do tempo neste domingo, muitos visitantes de Funchal estavam tirando fotos dos estragos nas ruas.

O primeiro-ministro português, José Sócrates, visitou Madeira na noite de sábado e prometeu "toda a ajuda que o governo regional precisar nesta grave situação."

Fontes: R7 - Reuters

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