Ministério diz que 3,5 mil profissionais de saúde se ofereceram para ir ao Haiti

Pasta tem plano de R$ 135 milhões para reestruturar assistência médica. Governo vai construir dez hospitais e enviar 50 ambulâncias ao país.

O Ministério da Saúde apresentou nesta quinta-feira (21) o planejamento elaborado pela pasta para atuar na reestruturação da rede de assistência médica no Haiti. Entre as medidas estudadas, está o envio de profissionais de saúde civis para atuar no território devastado pela catástrofe natural. Desde a tarde de terça-feira (19), mais de 3,5 mil profissionais se inscreveram no cadastro de voluntários disponível no Portal da Saúde.

O embarque da ajuda brasileira obedece à estratégia de prioridades do Ministério da Defesa, de acordo com as deliberações do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Ainda de acordo com o plano do ministério, o país devastado por um terremoto no último dia 12 de janeiro vai receber 50 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que serão equipadas com Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) móvel.

Os veículos irão custar R$ 10 milhões ao governo brasileiro e irão auxiliar na integração do atendimento das dez Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) que já foram anunciadas pelo governo nesta quinta. A verba total que será investida no plano do Ministério da Saúde é de R$ 135 milhões e deve custar a construção de uma rede de atendimento de urgência, emergência e atenção básica no Haiti.

As dez unidades hospitalares serão fabricadas a partir de placas de concreto pré-fabricadas no Brasil e transportadas para o Haiti em navios da Marinha. Brasileiros irão fazer a montagem dos postos médicos que terão custo total de R$ 50 milhões. Os profissionais de saúde que irão atuar nessas unidades também serão pagos pelos recurso do ministério orçados em R$ 60 milhões. Cada hospital terá 20 leitos e capacidade para atender até 450 pacientes por dia.

De acordo com o ministério, cada unidade hospitalar terá consultórios de pediatria, clínica médica, odontológica e de ortopedia, além de laboratório clínico e salas de raios-x, gesso, sutura, medicação e nebulização. “As UPAs, no Brasil, resolvem nas próprias estruturas mais de 99% dos casos procurados pela população. O restante é encaminhado para hospitais”, diz o ministério.

Atenção básica

O plano também prevê o atendimento dos agravos mais comuns, além da promoção de saúde e medidas de prevenção de doenças. Para isso, consultores devem estruturar uma versão haitiana do programa de Saúde da Família. A partir da atenção básica, cerca de 80% dos problemas de saúde podem ser solucionados, desafogando o atendimento de urgência e emergência, argumenta o ministério.

Cada equipe de Saúde da Família é composta por um médico, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e entre cinco e seis agentes comunitários. O grupo tem por missão fazer o acompanhamento básico da população, o que envolve o atendimento, a recuperação, a reabilitação e a manutenção da saúde da comunidade.

Pastoral

O Ministério da Saúde prevê o aumento de R$ 3,5 milhões no repasse para a Pastoral da Criança, fundada pela médica sanitarista Zilda Arns na década de 80. Dona Zilda está entre as vítimas do terremoto que devastou o Haiti.

Atendimento

O Ministério da Saúde já enviou duas toneladas de medicamentos e insumos estratégicos para a assistência farmacêutica ao Haiti. O material é suficiente para atender 10 mil pessoas por um período de três meses. Outras duas toneladas serão encaminhadas na próxima semana. Na remessa, estão incluídos antiinflamatórios, antibióticos, anti-hipertensivos, diuréticos, analgésicos, para o combate a dermatoses e sais de reidratação oral, além de seringas, luvas, esparadrapos e hipoclorido de sódio, para o tratamento de água potável, entre outros componentes.

Fonte: G1

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