Jobim confirma 17 brasileiros mortos no terremoto


Policiais da ONU inspecionam o que sobrou do seu quartel em Porto Príncipe após terremoto de 7 graus de magnitude/AP

O ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, afirmou na madrugada desta sexta-feira, ao desembarcar em Brasília, vindo do Haiti, que 17 brasileiros morreram no terremoto de 7 graus que devastou a capital do país na terça-feira (12).

Segundo reportagem de Fábio Zanini, da Folha de S. Paulo, Jobim afirmou que, até o momento, há 14 militares e três civis brasileiros mortos. Os militares já haviam sido confirmados pelo Comando do Exército na manhã desta quinta-feira.

Segundo o comunicado do Exército, os 14 militares mortos na tragédia são: Bruno Ribeiro Mário (1º tenente); Davi Ramos de Lima (2º Sargento); Leonardo de Castro Carvalho (2º Sargento); Rodrigo de Souza Lima (3º Sargento); Douglas Pedrotti Neckel (cabo); Washington Luis de Souza Seraphin (cabo); Tiago Anaya Detimermani (soldado); Antonio José Anacleto (soldado); Felipe Gonçalves Julio (soldado); Rodrigo de Souza Lima (soldado); Emílio Carlos Torres dos Santos (coronel); Arí Dirceu Fernandes Júnior (cabo); Kleber da Silva Santos (soldado); Raniel Batista de Camargos (subtenente).

Já os civis incluiriam a médica e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, cujo velório acontece nesta sexta-feira em Curitiba, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministro afirmou ainda que o número dois da Missão de Paz das Nações Unidas no Haiti (Minustah, na sigla em inglês), o brasileiro Luiz Carlos da Costa está morto, embora não tenha sido encontrado ainda seu corpo. "Ele está naquele hotel em que funcionava a Minustah. Estão todos soterrados", afirmou Jobim, se referindo ao Hotel Cristopher, onde ficava a sede administrativa da missão, e que desabou com cerca de 200 pessoas dentro.

Jobim confirmou ainda quatro militares desaparecidos. Segundo o Comando do Exército, todos estavam no hotel Cristopher e foram identificados como João Eliseu Souza Zanin (coronel); Marcus Vinicius Macedo Cysneiros (tenente coronel); Francisco Adolfo Vianna Martins Filho (major); Márcio Guimarães Martins (major).

Jobim ressaltou, contudo, que falar em desaparecidos no momento é "eufemismo". "Evidente que nesse momento, a palavra desaparecido funciona como um eufemismo", declarou.

Os corpos deverão chegar ao Brasil no fim de semana, após passar por procedimentos da ONU, já que os militares cumpriam missão da organização. Segundo o Itamaraty, os corpos devem passar nesta sexta-feira pela necropsia, que facilitará futuros pedidos de indenização por parte das famílias.

Há cerca de 1.310 brasileiros no Haiti, dos quais cerca de 50 são civis. O Brasil possui 1.266 militares na missão de paz da ONU, Minustah (missão de estabilização da ONU liderada pelo Brasil), enviada ao país depois de uma sangrenta rebelião, em 2004, que sucedeu décadas de violência e pobreza.


Fonte: FOLHA/FÁBIO ZANINI

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