Poucas pessoas deixaram o PC para conversar com Dilma e Marina
Marina Silva (à esq.) recebe certificado de curso de inclusão digital e Dilma Rousseff come salgadinho com participante da Campus Party
A ida das duas pré-candidatas à presidência da República – Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) – nesta sexta-feira (29), à Campus Party, evento de tecnologia que acontece nesta semana em São Paulo, movimentou o interesse de poucos campuseiros preocupados com questões como software livre, inclusão digital e direitos autorais. Cerca de 6.000 pessoas estão inscritas no evento, que termina no domingo (31).
Marina participou de uma aula sobre internet e depois de uma "desconferência" (fórum em que não há palestrante ou líder definido), que atraiu cerca de 60 pessoas interessadas em questões ligadas à tecnologia e à sustentabilidade. Já Dilma atraiu principalmente a imprensa.
A grande maioria das pessoas presentes na Campus Party não deu atenção às candidatas. Janine Seus, webdesigner e pesquisadora de mundos virtuais, foi uma delas. Seus diz que não liga para a política, já que prefere a micropolítica: usar o YouTube e as redes sociais para reclamar e participar. Para ela, na Campus Party tem muita gente que tenta mudar as coisas pela tecnologia.
– Estou mais interessada no que eu e a comunidade a que pertenço podemos fazer. Não acredito que o voto possa fazer algo para mudar o país; só reclamar e participar, fazer a nossa parte e não ficar esperando pelos políticos.
Já o analista de Tecnologia da Informação, Leandro Chemalle, que participou da desconferência com Marina, e é membro do Partido Pirata do Brasil, discorda da especialista em avatares. Para ele, ainda é cedo para optar por uma das duas.
– Prefiro esperar até que elas se candidatem e exponham suas plataformas políticas. Pode ser uma das duas, só sei o que não quero.
Outro que ainda acha cedo dizer em quem votar é o blogueiro Marcelo Bloc. Ele diz que deve votar em quem oferecer software livre e banda larga de qualidade e barata para todo mundo, como acontece na Europa. Ele diz que gosta da idéia de ter uma mulher presidente.
– Acho legal duas mulheres com possibilidade de concorrer. Estou com a Marina por enquanto, mas ainda não é nada definitivo.
O coordenador de inclusão digital da prefeitura de Guarulhos, Sérgio Murillo Monteiro Coelho, diz que prefere Marina por sua preocupação com o meio ambiente e que acha Dilma Rousseff muito burocrática. Acostumado a lidar com crianças de dez anos a jovens de 18 anos, Coelho diz que os campuseiros são mais politizados do que outras gerações.
– O Twitter, o Orkut e o YouTube são instrumentos para reclamar mais, para participar mais. Eles são mais politizados porque usam vários canais diferentes para reclamar e participar.
Fonte: R7 / Luiz Augusto Siqueira

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