Brasileiros enfrentam falta de informações para adotar órfãos do Haiti

Embaixada do país já recebeu mais de 300 pedidos de adoção.


'Todo o esforço que eu puder fazer, eu vou fazer', diz Romilda Gomes (Foto: Mateus Mondini/G1)

Sensibilizadas pela tragédia no Haiti, famílias brasileiras têm se oferecido para adotar as crianças do país que ficaram órfãs após o terremoto. A boa vontade, no entanto, esbarra na falta de informações.

O Haiti não segue as leis internacionais sobre adoções interpaíses, por isso é preciso entrar em contato direto com as autoridades locais, com a ajuda da embaixada, para adotar um haitiano. Embaixada que, após o terremoto, não tem condições de lidar com o assunto.

Neste domingo, o Fantástico também traz uma reportagem especial contando a história dos brasileiros que querem adotar os órfãos do Haiti.

No início da semana, a secretária da embaixada informou que já tinha recebido mais de 300 pedidos de adoção vindos de brasileiros. Na sexta-feira, a reportagem procurou fazer um novo contato, para receber os números atualizados, mas ninguém atendeu o telefone.

Na terça-feira, a funcionária afirmou que é impossível para os diplomatas do órgão atenderem essas solicitações. “Neste momento, a situação ainda está muito crítica. Não há como cuidarmos disso agora. Talvez daqui a 30 dias”, disse ela.

As dificuldades, no entanto, não desanimam quem se comoveu com a tragédia. “Todo o esforço que eu puder fazer, eu vou fazer. Tudo que eu puder dar de bom, eu vou dar para essa criança”, disse Romilda Gomes, de São Paulo.

Fonte: G1

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