Brasil pode ter até 40 desaparecidos no Haiti

Grupo de civis deve retornar entre este sábado e este domingo.


Paulo Victor e João Carlos Micoline, filhos de diplomata que estava na Haiti, chegaram neste sábado ao Brasil; novos transportes de civis devem ocorrer em breve/Agência Estado.

O Ministério das Relações Exteriores informou que há 40 brasileiros com os quais não foi possível estabelecer nenhuma forma de contato no Haiti. O governo prefere não chamar estas pessoas de desaparecidas, pois há uma grande possibilidade de que sejam militares já localizados pelo Ministério da Defesa.

O Itamaraty enviou hoje esta lista ao Ministério da Defesa, pois há a possibilidade de que muitos dos “sem-contato” sejam militares. Logo após o tremor o ministério elaborou uma lista de 399 nomes de pessoas cujos parentes e amigos ligaram para pedir informações.

Da lista, preliminarmente havia 232 militares, mesmo tal contingente não sendo uma tarefa do Itamaraty. Nestes casos, o que aconteceu é que as pessoas passavam do nome do ente que buscavam, mas não informavam que se tratava de um militar.Assim, 167 pessoas da lista seriam civis e o Itamaraty contatou 127 delas.

Ainda em relação aos civis brasileiros no Haiti, o Itamaraty informou que um avião deve partir do Haiti entre este sábado e este domingo para fazer o retorno de pessoas ao Brasil. Cerca de 20 brasileiros que estão em Porto Príncipe manifestaram a vontade de voltar ao Brasil, mas não há ainda uma previsão exata de quando ocorrerá o voo.

Já chegaram ao Brasil quatro civis que estavam no país, entre eles os filhos de uma diplomata que contaram como se salvaram no terremoto. Uma outra opção que vem sendo buscada pelos brasileiros no local é se deslocar até o país que divide a ilha Hispaniola com o Haiti, a República Dominicana, e de pegar um voo comercial. Alguns funcionários da companhia Ambev decidiram, por exemplo, realizar esta viagem.

A Itália anunciou hoje que montou um plano para a retirada de seus cidadãos do país.

Em entrevista ao R7, a pesquisadora Julia Schünemann, que trabalha com o Haiti para a organização espanhola Fride, disse que o país ainda não havia se recuperado dos furacões pelos quais passou em 2008. Desta forma, ela não quis cogitar quando o país pode voltar à normalidade.

Para o terceiro sargento Gilberto Emílio Marafon, o trabalho da missão de paz foi seriamente abalado pelo terremoto. Ele destacou que muito da infraestrutura atingida no local foi dizimada pelo abalo.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu a continuidade da missão de paz da ONU. O Brasil mantém quase 1.300 homens no local e a Minustah foi a primeira ação do gênero que o país liderou.

Hoje um avião partiu rumo ao Haiti com legistas e caixões para recuperar os corpos dos militares brasileiros mortos no país. Ontem, uma outra aeronave da Força Aérea Brasileira trouxe militares feridos ao país e um deles manifestou a vontade de voltar para ajudar o Haiti. Veja vídeo:



A ajuda ao país continua chegando a um terço do dinheiro que o Brasil prometeu ao Haiti já foi liberado. Agora os brasileiros também decidiram centralizar a organização de ajuda.

Também como iniciativa para recuperar o país, os ex-presidentes americanos George W. Bush e Bill Clinton anunciaram que vão administrar um fundo para o país.


Fontes: R7 - TV RECORD - Agência Estado -

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