O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, deixou o país nesta quarta-feira, em um avião rumo à República Dominicana.
"Voltaremos", disse Zelaya em entrevista à rádio Globo pouco antes de chegar ao aeroporto de Toncontín. O exílio indica o fim de uma crise iniciada com o golpe que tirou Zelaya do poder, em junho passado. Mais cedo, o novo presidente de Honduras, Porfírio Lobo, assumiu o cargo.
A aeronave que levava Zelaya, a mulher, Xiomara, e as filhas do casal decolou às 15h35. Com a viagem, acaba o confinamento de Zelaya na embaixada brasileira em Tegucigalpa, iniciado em 21 de setembro último, há mais de quatro meses. No aeroporto, um grupo de centenas de simpatizantes de Zelaya o aguardava para a despedida.
"Eu estou aqui para me despedir do meu presidente", afirmou a cabeleireira María Eduviges Alvarenga, 58, à agência de notícias Efe. "Nós vamos dar "tchau" a ele, mas ele voltará e, se conseguirmos realizar a Assembleia Constituinte, voltará a ser presidente."
Ontem (26), o encarregado de negócios Francisco Catunda Resende, diplomata brasileiro que ficou o responsável pela embaixada desde a entrada de Zelaya, afirmou esperar que o prédio retomasse seu funcionamento normal já segunda-feira (1º).
Posse
Porfírio Lobo discursa após receber a faixa presidencial de Honduras, em cerimônia/Arnulfo Franco/APMais cedo, o presidente Porfírio Lobo tomou posse. Ainda durante a cerimônia, ele assinou o salvo-conduto que permitiu que Zelaya deixasse a embaixada rumo ao aeroporto sem correr risco de ser preso.
Em seu primeiro discurso após tomar posse, Lobo disse ainda que a anistia é o "princípio da reconciliação" e que se aplicará apenas a feitos de ordem política. "A família hondurenha quer se reconciliar", disse Lobo, eleito em uma votação contestada por muitos países, incluindo o Brasil, por ser realizada sob Micheletti.
Fonte: FOLHA - Agências
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