Sarkozy diz que países apresentarão seus planos de redução de CO2 em 2010

Presidente francês anunciou ainda ajuda anual até 2020 para países em desenvolvimento.

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse em entrevista coletiva nesta sexta-feira (18) que todos os países industrializados concordaram em apresentar por escrito apenas em 2010 planos concretos para diminuir as emissões de CO2 (dióxido de carbono) e, dessa maneira, combater as mudanças climáticas.

O anúncio frustrou a expectativa de que um documento fosse assinado pelos mais de cem líderes durante a Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15), que começou no dia 7 de dezembro e terminou nesta sexta-feira (18). A cúpula tinha o objetivo de firmar um acordo para a redução das emissões de gases do efeito estufa, na tentativa de conter o aumento da temperatura na Terra

O presidente contou que a chanceler alemã, Angela Merkel, organizará negociações em Bonn, no prazo de “seis meses”, para preparar a próxima conferência sobre o clima, no México, no final de 2010.

- A ausência de um objetivo para a redução em 50% das emissões de gases do efeito estufa até 2050, algo necessário para limitar a elevação da temperatura do planeta a 2°C, é uma "decepção".

Ele explicou que o acordo sustenta que todos os países concordaram em apresentar por escrito em janeiro de 2010 seus planos para cortar as emissões de CO2 (dióxido de carbono).

Sarkozy também falou que todos os países assinaram um plano para ajudar os países em desenvolvimento com US$ 100 bilhões (R$ 178,3 bilhões) por ano até 2020, algo que já fez parte das discussões durante a cúpula.

Já o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que chegou um acordo com o Brasil, a Índia, a África do Sul e a China para adotar medidas para que a temperatura global não suba mais de 2ºC, mas o acordo não estabelece metas comuns para a redução de gases causadores do efeito estufa, como o CO2 (dióxido de carbono), considerados os responsáveis pelo aquecimento global. Cada país deve listar as medidas a serem tomadas para reduzir essas emissões.

O acordo também não é vinculativo, ou seja, não tem força de lei internacional ou estabelece punições para quem não alcançar esses objetivos. Obama disse que o acordo é “significativo”, mas "insuficiente" e indica apenas o primeiro passo para resolver o problema.

Aparentemente, o compromisso deixa de lado outros participantes da conferência. Não há garantia de aprovação por parte de todas as 193 nações participantes. A ausência dos países da União Europeia foi considerada particularmente significativa.

Hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu durante várias horas com os representantes de outras potências emergentes - África do Sul, Índia e China -, que ao lado do Brasil formam o chamado grupo Basic. Depois, Obama e sua secretária de Estado, Hillay Clinton, se uniram ao grupo. .

A ONU (Organização das Nações Unidas) pediu que os líderes mundiais não deixem Copenhague nesta sexta-feira. Lula e o presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, deixaram a Dinamarca durante a noite.

Fontes: R7 - Agências

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