Merkel: notícias de Copenhague não são boas

Chanceler alemã diz esperar que chefes de estado impulsionem acordo.
Já os chineses dizem não ver possibilidade de acordo.


Chanceler alemã, Angela Merkel, reconheceu nesta quinta-feira (17) que as notícias sobre uma possibilidade de acordo em Copenhague 'não são boas' (Foto: JOHN MACDOUGALL/AFP)

Restando dois dias para o final da Conferência do Clima da ONU, em Copenhague, os chefes de estado e líderes das negociações dão mostras de descrença na possibilidade de acordo. A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou nesta quinta-feira (17), em Berlim, que as notícias procedentes de Copenhague não são boas.

Já integrantes da comitiva chinesa na Dinamarca deram declarações aos participantes da cúpula de que não é virtualmente possível chegar a um acordo operacional ainda nesta semana.

Apesar de reconhecer que as notícais não são boas, a chanceler alemã manifestou o desejo de que os mais de 100 chefes de estado e de governo possam salvar as negociações sobre o clima. "As notícias que nos chegam não são boas", disse.

"No momento, as negociações não parecem promissoras, mas, com certeza, espero que a presença de mais de 100 chefes de estado e de governo dê o impulso necessário ao evento", acrescentou.

Merkel viaja nesta quinta-feira (17) para a capital da Dinamarca, assim como a maioria dos demais chefes de estado e de governo.

Chineses sugeriram declaração política no lugar de acordo


As divergências entre países ricos e pobres a respeito das maneiras de lutar contra o aquecimento global provocaram até agora uma paralisação das negociações.

"Muitas pessoas no mundo estão na expectativa para ver se conseguimos chegar a uma solução", completou a chanceler alemã.

A posição de um integrante da comitiva chinesa, que pediu para não ter seu nome revelado, não parece ser a mesma.

Ele afirmou que os chineses já sugeriram no lugar do acordo "uma curta declaração política de algum tipo."

Segundo o integrante da comitiva, que não quis se identificar, o que parece incomodar a China é uma questão de procedimento. Na quarta-feira (16), o país declarou estar ao lado de outras nações em desenvolvimento e que rejeita acordos parciais e que o processo tem que ser inclusivo.

Fonte: G1 - Agências

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