Irã acusa EUA e Arábia Saudita de sequestrarem cientista nuclear

O ministro de relações Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki, acusou nesta terça-feira os Estados Unidos e a Arábia Saudita de sequestrarem um cientista nuclear iraniano.

A denúncia do ministro, que disse que os dois países terão de responder pelo crime, foi feita horas depois de o porta-voz da Chancelaria, Ramin Mehmanparast, ter apontado o governo de Riad como responsável pelo desaparecimento de Shahram Amiri e acusado a Arábia Saudita de tê-lo entregue a Washington.

"Os EUA têm de devolver nossos compatriotas, como pediram suas famílias e o povo. Reservamo-nos o direito de empreender ações legais", afirmou Mottaki durante uma entrevista coletiva junto com seu colega dos Emirados Árabes, Abdulah bin Zayed al Nahyan, que está de visita a Teerã.

Amiri, que pela primeira vez foi descrito por Mehmanparast como um cientista nuclear, desapareceu no fim de maio, quando, aparentemente, fazia uma peregrinação a Meca e Medina, lugares considerados santos pelos muçulmanos.

Segundo a mulher do desaparecido, ele ligou para casa quando chegou à Arábia Saudita. Mas desde então seu paradeiro é desconhecido.

"É completamente natural que exijamos que a Arábia Saudita esclareça o destino dele e o ajude a voltar para casa", acrescentou Mottaki, citado pela agência de notícias estatal Irna.

De acordo com o chefe da diplomacia iraniana, Teerã tem provas de que os EUA participaram do sequestro de Amiri.

Mottaki também se referiu nesta terça-feira à situação de Amir Hussein Ardebili, iraniano acusado pelos Estados Unidos de traficar armas e que, aparentemente, confessou seu crime em um tribunal americano.

Ardebili foi detido em 2007, durante uma suposta operação especial na qual agentes da CIA se fizeram passar por vendedores de armas.

O Irã insiste que ele não passa de um simples empresário e pede sua libertação.


"As acusações são totalmente ilógicas, injustas e carentes de consistência com as normas internacionais, inclusive com a Convenção dos Direitos Civis", afirmou Mottaki.

O ministro acrescentou que Ardebili é um homem jovem, de menos de 30 anos, que fazia negócios entre o Irã e a Geórgia, onde teria sido sequestrado.

Fontes: FOLHA - Efe

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