Bovespa bate recorde
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) voltou a fechar em seu maior patamar neste ano, num dia de poucas mas "boas" notícias, que animaram os investidores nesta segunda-feira. A ajuda federal para evitar o calote bilionário da Dubai World teve reação imediata nos mercados asiáticos e europeus e se prolongou pelas Bolsas americanas. A taxa de câmbio doméstica cravou R$ 1,74.
Neste ano, a Bolsa de Valores acumula ganho de quase 85%, enquanto o dólar desvaloriza 25,3%.
O Ibovespa, termômetro dos negócios da Bolsa paulista, registrou leve alta de 0,12% no fechamento, aos 69.349 pontos, em um novo recorde para 2009. O giro financeiro foi de R$ 5,34 bilhões. Ainda operando, a Bolsa de Nova York sobe 0,25%.
As ações brasileiras subiram com força em boa parte do pregão de hoje, a reboque das Bolsas asiáticas e europeias, mas o ímpeto de compras foi suavizando ao longo do dia. E o retorno do Ibovespa aos 70 mil pontos, que tem sido antecipado por analistas desde a semana passada.
"A verdade é que o mercado teve um dia hoje com falta de notícias. Esse episódio de Dubai não teria a influência que teve hoje se houvesse indicadores mais importantes", avalia Waldney Trindade, analista da corretora Uniletra. Ele enxerga um mercado bastante especulativo até o final do ano, em que o giro rápido de operações (compra e venda no mesmo dia) deve dar o tom dos negócios. "Para o investidor, esse ano já acabou. Todo mundo já está com a cabeça em 2010", acrescenta.
O dólar comercial foi vendido por R$ 1,744, em queda de 0,73%. A taxa de risco-país marca 195 pontos, número 0,51% acima da pontuação anterior.
Entre as principais notícias do dia, o governo do emirado árabe de Dubai anunciou que deve pagar US$ 4,1 bilhões de uma divisão da holding Dubai World, depois de conseguir uma ajuda de US$ 10 bilhões de outro emirado, Abu Dhabi.
A Eurostat, a agência europeia de estatísticas, reportou que a produção industrial da zona do euro mostrou retração de 0,6% em outubro, na comparação com setembro. Sobre outubro do ano passado, a queda foi de 11,1%.
O conglomerado financeiro americano Citigroup fechou um acordo para pagar US$ 20 bilhões da ajuda federal recebida no pior momento da crise financeira de 2008. O Citi recebeu do governo US$ 45 bilhões para sobreviver num momento em que outros gigantes financeiros, como o Lehman Brothers, quebraram.
No front doméstico, o boletim Focus, preparado pelo Banco Central, mostrou que a maioria dos economistas do setor financeiro voltou a esperar uma contração do PIB (Produto Interno Bruto) para 2009, de 0,26%, em vez de um crescimento de 0,21%, como registrado na edição anterior desse relatório.
Em compensação, a mediana das projeções para o crescimento de 2010 passou de 5% para 5,3%.
Fonte: FOLHA / EPAMINONDAS NETO
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