FMI quer mudança no câmbio global e pressiona sobre moeda chinesa

Uma nova moeda global poderia envolver os SDR

Alcançar uma maior estabilidade cambial global pede que o mundo não conte mais, como tem ocorrido desde o fim do padrão ouro, com uma moeda emitida por um único país, disse o diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, nesta terça-feira.

Ele reiterou sua visão de que uma nova moeda global poderia envolver os SDR (Direitos Especiais de Saque, na sigla em inglês, do FMI). O SDR é um ativo criado pelo FMI em 1969, com base numa cesta das principais moedas do mundo, para complementar as reservas oficiais dos países-membros com uma referência menos instável que o padrão-dólar/ouro.

"Provavelmente teria que ser uma cesta", disse ele sobre o eventual substituto do dólar. "Em um mundo globalizado, não há soluções domésticas."

Ele também reiterou que a China precisa de um yuan mais forte como parte das políticas para ajudar a equilibrar sua economia ao estimular a demanda doméstica. "Para nós (...) quanto antes melhor. Quão rapidamente? Vai levar algum tempo. Não é algo que se mude da noite para o dia", afirmou.

Ontem, Strauss-Kahn já havia admitido que a China vem adotando algumas medidas, incluindo uma cobertura maior dos serviços de saúde, para impulsionar o consumo das famílias, reduzindo a necessidade de economizar recursos para dias mais difíceis.

"Mas mais pode ser feito para assegurar uma mudança duradoura e estrutural em direção ao consumo, expandindo o escopo das políticas sociais, evoluindo na reforma do sistema financeiro e realizando reformas de governança corporativa", afirmou.

Hoje, após reunião com o presidente da China, Hu Jintao, o presidente americano, Barack Obama, indicou que ambos abordaram o assunto da cotação da moeda chinesa, um dos temas mais espinhosos em sua relação econômica. Ele expressou sua satisfação pelo "compromisso da China de fazer a cotação de sua moeda mais orientada aos mercados gradualmente", algo que considerou que contribuirá para fazer mais "equilibrada" a economia mundial.

Fontes: FOLHA - Reuters

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