Para presidente americano, a menos que dois países estejam de acordo, poucos problemas serão resolvidos
Obama faz visita oficial de três dias ao país asiático
XANGAI - O presidente americano, Barack Obama, assegurou nesta segunda-feira, 16, perante uma audiência de universitários em Xangai que EUA e China não devem ser rivais. O líder americano ainda defendeu liberdades individuais durante seu discurso.
"China e EUA não devem ser rivais", disse o presidente americano no primeiro dos três dias de sua visita. "A menos que China e EUA estejam de acordo, muito poucos problemas internacionais poderão ser resolvidos", declarou Obama.
O presidente americano assegurou em um breve discurso que os dois países não devem ser rivais, mas cooperar para resolver problemas globais como a não proliferação nuclear e a mudança climática. Obama ressaltou ressaltando que a colaboração entre os dois países contribuirá para conseguir "a paz e a prosperidade no mundo".
Como em seu discurso do sábado passado em Tóquio, no qual repassou as relações de seu país com o Extremo Oriente, o presidente americano ressaltou que os EUA dão as boas-vindas a uma China "forte e próspera".
Liberdades individuais
À uma plateia de jovens universitários no Museu de Ciência e Tecnologia na capital financeira chinesa, Obama defendeu liberdades individuais. "não buscamos impor esses valores, mas também não acreditamos que são só de um país. São direitos universais", falou o presidente.
Obama o foi perguntado, entre outros assuntos, pelas relações entre Taiwan e a República Popular, sobre o que Obama assegurou: "não quero mudar a política americana" antes de expressar sua complacência com a redução das tensões e "melhora das relações em ambos os lados do estreito" de Formosa
''Obamania'' causa furor na China
O presidente americano, Barack Obama, comprovará, em sua primeira visita a Xangai e Pequim, que apesar do fim da "Obamania" nos EUA, sua popularidade continua intacta na China, sobretudo entre os jovens.
Desde sua eleição, em 2008, as camisetas "ObaMao" - em que aparece vestido como o fundador da República Popular da China, Mao Tsé-tung, de uniforme e boné verde oliva - são sucesso de vendas. "A maioria dos chineses o considera simpático e divertido", explica o inventor da camiseta, Liu Mingjie. Sem dar justificativas, autoridades de Pequim proibiram a venda das camisetas nos quatro dias da visita de Obama ao país, informou o China Digital Times.
Na página chinesa do Google, a palavra "ObaMao" resulta em cerca de cinco milhões de links, um milhão a mais que o nome do presidente chinês, Hu Jintao.
Para analistas, essa popularidade pode ser explicada pelo pragmatismo de Obama perante a China. Zhu Feng, especialista em relações sino-americanas da Universidade de Pequim, considera que Obama trouxe "um novo tom" para a política americana, "menos ideológico do que Bush".
"Essa administração é mais atuante para estabelecer relações produtivas com Pequim, em particular para fazer frente à crise econômica internacional", acrescentou.
Já Hu Xingdou, do Instituto de Tecnologia de Pequim, discorda da popularidade do presidente americano entre a população da China. Xingdou assinala que a imagem dos Estados Unidos continua sendo negativa entre a maioria dos chineses, dado que a "única superpotência" continua sendo considerada "a polícia do mundo, que protege a paz mundial, mas pode atacar (países) inocentes".
Fontes: O ESTADO/Cláudia Trevisan - AFP/François Bougon ( texto 2 )

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