Porfírio Lobo teria 51% dos votos, segundo emissora de TV.
Resultado oficial deve ser divulgado nesta madrugada.
O candidato opositor à Manuel Zelaya, Porfírio Lobo, é o vencedor das eleições presidenciais em Honduras, indica pesquisa de boca-de-urna realizada pela Televicentro, principal TV privada do país. A informação foi repassada ao G1 por telefone pelo enviado da TV Globo a Honduras, José Roberto Burnier. Segundo a pesquisa, Lobo teria 51% dos votos, enquanto o candidato governista Elvin Santos ficaria com 34% dos votos.
A votação em Honduras transcorreu de forma tranquila e terminou na tarde deste domingo (à noite, no Brasil). A previsão era de que as urnas fechassem às 16h do horário local, mas Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) decidiu prorrogar o pleito por mais uma hora. A contagem dos votos já começou, e o resultado da eleição para presidente deve ser divulgado no final da noite, madrugada de segunda-feira no Brasil.
Funcionária do Tribunal Superior Eleitoral mostra cédula de votação durante apuração das eleições em Honduras. Resultado deve sair na madrugada desta segunda (30). (Foto: Orlando Sierra/AFP)
Burnier informou que o movimento de eleitores às urnas estava pequeno na primeira parte do dia, aumentando um pouco à tarde. Em um dos redutos de Zelaya, na periferia de Tegucigalpa, algumas pessoas foram aos locais de votação para dizer que não iriam votar. Mesmo no reduto de Micheletti o movimento era pequeno.
Os candidatos temem que o índice de abstenção seja alto. Isso seria um problema grave, já que grande parte da comunidade internacional declarou que não vai aceitar o resultado do pleito.
Segundo o deputado brasileiro Raul Jungmann, que é um dos 300 observadores internacionais a acompanhar a eleição hondurenha, tanto Porfírio Lobo quanto Elvin Santos – o candidato governista – já declararam que, caso eleitos, irão procurar o presidente Lula para que o Brasil reconheça as eleições.
Local de votação visitado pelo enviado da TV Globo estava vazio na manhã deste domingo. Movimento aumentou um pouco ao longo do dia. (Foto: José Roberto Burnier/TV Globo)
Para os hondurenhos que defendem o governo interino, a eleição colocará fim ao problema político no país. Contudo, simpatizantes do presidente deposto Manuel Zelaya já anunciaram neste domingo (29) que não irão aceitar o resultado das eleições, que foi organizada por um governo que eles não reconhecem.
Por segurança, sala onde votos serão computados ficou trancada durante este domingo. Para acelerar resultado da eleição para presidente, governo montou esquema em que resultados serão repassados por celular. (Foto: José Roberto Burnier/TV Globo)Segundo a Constituição de Honduras, o voto é obrigatório, mas não há nenhuma penalidade para quem não vai até as urnas. O índice de abstenção no país costuma ser alto. Em 2005, quando Zelaya chegou à presidência, 45% dos eleitores deixaram de votar.
Soila Rosa Valladares, de 93 anos, fez questão de votar. Ela compareceu às urnas no bairro Pedregal, um dos mais violentos da periferia de Tegucigalpa. (Foto: José Roberto Burnier/TV Globo)
Na próxima quarta-feira (2) o Congresso hondurenho vai decidir se o presidente deposto deve ou não ser restituído. A volta de Zelaya é improvável, pois a Corte Suprema do país já ratificou sua posição de que ele violou a Constituição e não pode voltar.
Cinco meses em crise
Estão em jogo os cargos de presidente, 128 assentos no legislativo e 298 de representantes locais. Os mais cotados para assumir em janeiro o próximo mandato presidencial de quatro anos são o conservador Porfírio "Pepe" Lobo, do Partido Nacional, e Elvin Santos, do Partido Liberal, o mesmo do presidente deposto Manuel Zelaya e do interino, atualmente afastado, Roberto Micheletti.
Honduras, isolada internacionalmente desde o golpe de Estado que derrubou o presidente Manuel Zelaya em 28 de junho, busca uma saída para a pior crise política e diplomática na América Central em décadas. Os golpistas acusam Zelaya de corrupção, o que o presidente deposto nega. O governo interino tem uma ordem de prisão contra Zelaya por "traição" e prometia prendê-lo caso ele voltasse ao país.
Zelaya, refugiado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa desde setembro, pediu um boicote às eleições, que afirma serem ilegais porque estão sendo conduzidas pelo governo golpista encabeçado por Roberto Micheletti.
Fonte: G1



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