O francês Jean Todt, ex-chefe da equipe Ferrari de F-1, foi eleito nesta sexta-feira o novo presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), substituindo Max Mosley.
Francês Jean Todt era favorito na disputa/Lucas Dolega/EFETodt superou o outro candidato, o ex-piloto finlandês de rali Ari Vatanen, por 135 votos a 49, na votação da Assembleia Geral da entidade.
Apoiado pelo próprio Mosley e por Bernie Ecclestone, detentor dos direitos comerciais da F-1, o maior "filé" da entidade, a eleição de Todt era meramente uma questão burocrática, já que Vatanen, um ex-campeão de rali, que baseou sua campanha na palavra "mudança", não mostrou propostas concretas.
Com experiência à frente de grandes times em sua trajetória no esporte --como a Peugeot no rali e a Ferrari--, Todt foi auxiliado pelo ex-assessor pessoal de Mosley e, nas visitas aos paddocks de F-1, já se portava como o sucessor do inglês.
À frente da Ferrari, Todt venceu entre 1993 e 2007 13 títulos mundiais de F-1, sendo seis de pilotos --cinco com o alemão Michael Schumacher e um com o finlandês Kimi Raikkonen-- e sete de construtores.
Entre as propostas de campanha do ex-homem forte ferrarista estão a introdução de comissários responsáveis por assuntos cotidianos de cada categoria, o que reduziria o envolvimento do presidente nelas e o deixaria mais livre para tratar de assuntos maiores da FIA.
Todt também pretende reformar a maneira como a Corte de Apelações da entidade funciona e criar um grupo de comissários para tentar melhorar a qualidade dos fiscais que trabalham nos principais campeonatos da FIA. Outra intenção do francês é criar um Painel Disciplinar que conduza investigações, realize audiências e recomende punições "adequadas" ao Conselho Mundial.
Os projetos têm um objetivo claro. Evitar polêmicas como as que aconteceram nas últimas temporadas e que acabaram marcando o final da gestão de Mosley à frente da entidade.
Apesar de a F-1 ter vivido um período de enorme crescimento comercial e ter tido grandes melhoras na segurança para os pilotos, especialmente após as mortes de Ayrton Senna e Roland Ratzenberger, os quatro mandatos do inglês como presidente da FIA --iniciou no cargo em 1993-- serão lembrados também pelos escândalos.
O último foi o do GP de Cingapura-08, quando a Renault pediu que Nelsinho Piquet batesse de propósito para ajudar a dar a vitória a Fernando Alonso, seu companheiro de time.
No meio deste ano, uma disputa entre Mosley e a Fota, a Associação das Equipes de F-1, quase terminou com a criação de uma categoria paralela.
Antes disso, a McLaren já havia sido punida por espionar a Ferrari, o que fez com que a escuderia inglesa perdesse todos os pontos no Mundial de Construtores em 2007 e rendeu aos cofres da FIA US$ 100 milhões.
Mas não foi só. O próprio Mosley foi protagonista de uma enorme polêmica no início do ano passado, quando um jornal inglês publicou fotos suas em uma orgia com temática nazista. O episódio quase lhe custou o cargo, mas acabou ganhando um voto de confiança da maioria das entidades filiadas à FIA.
Fonte: FOLHA
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