Famílias invadem prédios em construção após incêndio em favela de São Paulo

Edifícios em construção foram invadidos


Ao todo, 232 famílias perderam suas casas no incêndio; A favela do Jaguaré já foi atingida por outros incêndios em 2000, 2003 e 2006/Rafael Hupsel/Folha Imagem

Um grupo de pessoas que ficaram desabrigadas após um incêndio atingir a favela Diogo Pires, no bairro Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, invadiu no início da tarde desta segunda-feira alguns edifícios em construção vizinhos à área atingida ontem. Ainda não há informações sobre quantas pessoas ocuparam os locais, porém, a Secretaria Municipal de Habitação negociava a saída dos desabrigados na tarde de hoje.



O incêndio ocorreu na noite deste domingo (11) e destruiu as casas de 232 famílias. De acordo com Soninha Francine, subprefeita da Lapa, o tumulto ocorreu no momento do temporal --que deixou a cidade em estado de atenção por cerca de uma hora--, quando as pessoas buscaram proteção da chuva.

"São prédios que ainda estão em construção, então não tem como as pessoas ficarem lá", disse a subprefeita à Folha Online. A reportagem ainda não conseguiu contato com a secretaria para obter informações sobre o ocorrido.

Os edifícios fazem parte de conjuntos habitacionais que integram um programa de urbanização no Jaguaré. Não há informações sobre tumulto no local e, até o final da tarde, a Polícia Militar ainda não havia sido comunicada sobre a invasão.

Abrigos

Ao todo, 1.365 pessoas foram atingidas pelo incêndio, segundo a Subprefeitura da Lapa. Apesar disso, apenas oito pessoas foram encaminhadas para abrigos da prefeitura, enquanto o restante preferiu ficar com parentes e amigos, afirmou a Defesa Civil.

A favela do Jaguaré já foi atingida por outros incêndios em 2000, 2003 e 2006, e também sofre com deslizamento de terras em época de chuvas intensas.

A favela Diogo Pires faz parte da comunidade Nova Jaguaré, uma ocupação irregular formada a partir da década de 1960, em terreno com aproximadamente 168 mil metros quadrados, e que passa por um projeto de urbanização da prefeitura municipal há três anos.

Fonte: FOLHA

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