Dow Jones ultrapassa 10 mil pontos
O Dow Jones fechou nesta quarta-feira acima dos 10 mil pontos pela primeira vez em um ano. O índice da Bolsa de Nova York atingiu o patamar sete meses depois de chegar ao menor nível em 12 anos, em 6,547.05 no dia 9 de março.
A volta do índice aos 10 mil pontos é o sinal mais visível de que os investidores acreditam que a economia está se recuperando da crise financeira e da recessão.
O Dow Jones fechou em alta de 1,5%, aos 10,015.86 pontos. O Standard & Poor's 500 subiu 1,8%, para 1,092.02. O índice de tecnologia Nasdaq registrou elevação de 1,5%, para 2,172.23 pontos.
Com um Dow Jones que superou a barreira dos 10.000 pontos, a Bolsa de Nova York não está longe de ter superado o pânico provocado pela quebra do Lehman Brothers, apesar de ser difícil voltar aos níveis anteriores à recessão, devido à incerteza econômica.
"10.000 é uma barreira psicológica importante", afirmou Sam Stovall, da agência de avaliação financeira Standard and Poor's. "A impressão é a de que a economia se reativa."
O índice de referência de Wall Street é amplamente acompanhado pelos americanos que, com frequência, têm suas poupanças ou planos de aposentadoria investidos no mercado.
Há até quem se recorda de uma história simbolizando o apego popular a um índice mais que centenário: em 1999 saiu às ruas um boné com o slogan "Dow 10.000" para celebrar o indicador que havia ultrapassado essa barreira pela primeira vez na história.
O Dow Jones caiu abaixo dos 10.000 pontos no dia 6 de outubro de 2008, três semanas depois da quebra do banco de investimentos Lehman Brothers.
Sua recuperação, no entanto, está sendo considerada tão espetacular quanto sua queda; conseguiu recobrar mais de 50% de seu valor desde o começo de março, quando registrou o nível mais baixo em 12 anos.
A maioria dos economistas considera que o governo americano anunciará o final da recessão no dia 29 de outubro, publicando uma cifra do PIB em alta no terceiro trimestre.
Ao mesmo tempo, empresas americanas, que deixaram milhares de pessoas desempregadas e reduziram drasticamente seus gastos, começaram a publicar resultados trimestrais melhores do que temiam os analistas.
Mas a recuperação ainda é tímida e o desemprego poderá superar os 10% nos próximos meses nos Estados Unidos. Nesse caso seria mais difícil ao Dow Jones alcançar seu nível recorde de mais de 14 mil pontos.
A incerteza pesa sobre os mercados, assinala o analista Al Goldman, da Wells Fargo Advisors, que cita "um dólar fraco, um mercado de emprego muito débil, perspectivas econômicas incertas para 2010 e a situação no Afeganistão".
Fonte: FOLHA
Nenhum comentário:
Postar um comentário