A Justiça de Campo Limpo Paulista, em São Paulo, acatou pedido do Ministério Público e decretou a prisão do empresário Marcel Terezan e dos policiais civis Antonio Batista de Oliveira, Cristiano Geraldo Araújo, Valdecir Roberto de Paula, Rubens Alves e Rogério Artelino da Silva, que trabalham na delegacia local. Os cinco agentes são acusados de tortura, cárcere privado, concussão, corrupção passiva e denunciação caluniosa.
De acordo com a denúncia, os cinco policiais, em 5 de julho de 2005, sequestraram Victor Rubio Camargo e Aurélio Tiago Bianchini a mando de Marcel Terezan. Segundo o MP, os dois homens haviam furtado componentes eletrônicos instalados em máquinas de jogo de azar de propriedade de Terezan, que encomendou aos policiais uma investigação sobre o furto. Terezan foi preso na manhã desta sexta-feira e os cinco policiais estão foragidos.
Os investigadores chegaram a Victor e Aurélio e, de acordo com o MP, seqüestraram os dois e os torturaram para que confessassem os crimes. Além disso, teriam exigido R$ 80 mil para liberá-los. Como Victor e Aurélio se recusaram a pagar, os policiais forjaram um auto de prisão em flagrante contra os dois, imputando-lhes falsamente a prática de crimes de roubo a dois bares onde havia máquinas de jogo de azar, de acordo com a denúncia.
Adilson José de Almeida e Cicelina Mocinha Pimental Karolski, proprietários dos dois bares apontados no auto de prisão, teriam participado do esquema, comparecendo à delegacia e assinando dois boletins de ocorrência, narrando os roubos inexistentes e reconhecendo indevidamente Victor e Aurélio como sendo os ladrões.
De acordo com MP, Elcio Peletti, que havia adquirido os equipamentos eletrônicos furtados por Victor e Aurélio, foi à delegacia no mesmo dia e ofereceu R$ 10 mil aos policiais para que eles não investigassem a receptação. Os investigadores teriam aceitado a propina e não adotado qualquer providência contra Peletti.
Além dos policiais, também foram denunciados o empresário Marcel Terezan, por tortura, cárcere privado e concussão; Adilson José de Almeida e Cicelina Mocinha Pimentel Karolski, por denunciação caluniosa, e Élcio Peletti, por corrupção ativa.
Comentário:
Até quando conviveremos com tais coisas neste país? Que vergonha!!!!!!!!!!
Fonte: Terra
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