Gripe suína mata mais cinco pessoas no Rio Grande do Sul

Número de mortes sobe para 16; secretaria de Saúde estima um total de 10 mil casos da doença no Estado

SÃO PAULO - A Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou neste domingo, 26, mais cinco mortes causadas pela gripe suína no Estado. Com isto, sobe para 16 o número de total de mortes. O balanço oficial do Ministério da saúde indica 33 mortes causadas pelo vírus A H1N1 no País.

As mortes ocorreram entre os dias 16 e 25 de julho. As vítimas são três mulheres e dois homens. Duas delas eram gestantes e viviam em Passo. Outra era diabética morava em Uruguaiana. Um marceneiro com complicações cardíacas morreu em Caxias do Sul e um operário de 20 anos faleceu em Montenegro.

De acordo com a secretaria, existem cerca de 10 mil casos da nova gripe no Rio Grande do Sul. "A epidemia está vindo da fronteira em direção ao litoral, atingindo também o norte do Estado. Atualmente, 392 pacientes estão internados em hospitais sendo que, destes, 101 estão em UTIs", explicou o secretário Osmar Terra, em entrevista publicada pela assessoria de imprensa da secretaria.

Ainda segundo Terra, em 99% dos casos não é necessária a internação, mas quando ela é necessária, a doença apresenta evolução rápida para um nível mais grave.

País tem 1,9 mil leitos de UTI para casos de nova gripe

São 68 hospitais de referência, 1.978 leitos de UTI, R$ 126 milhões liberados emergencialmente pelo governo federal e a dúvida se os números são suficientes para fazer frente ao avanço dos casos de nova gripe no país. Até sábado (25), 33 pessoas tinham morrido em decorrência da doença.

O Plano Brasileiro de Preparação para uma Pandemia de Influenza é a estratégia do governo para absorver o impacto dos casos de gripe suína. Elaborado há três anos pelo Ministério da Saúde para a epidemia de gripe aviária - que não chegou a acontecer -, este pode ser o primeiro grande teste da estratégia.

Especialistas dizem que o plano para atendimento desses casos está dentro do esperado. “A gripe não é uma doença grave de base, mas, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a pandemia, houve o temor e a sobrecarga dos serviços de saúde”, destaca o infectologista e diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), Marcos Boulos. Desde que a indicação de atendimento dos casos suspeitos deixou de ser restrita aos 68 hospitais de referência, o sistema passou a contar com os 368 mil leitos hospitalares das redes pública e privada do país.

Fonte: ESTADO - G1

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