O Partido Pirata da Suécia ganhou um assento no Parlamento Europeu, de acordo com os resultados divulgados neste domingo (7). A agremiação teve 7,1% dos votos no país escandinavo --número suficiente para garantir uma vaga em Bruxelas, cidade que sedia o braço legislativo da Europa. O partido tem como plataforma política a desregulamentação dos direitos autorais, a abolição do sistema de patentes e a redução da vigilância na internet.
"Isto é fantástico", afirmou o candidato principal do partido, Christian Engstrom. "Mostra que há muitas pessoas que acham a integridade pessoal importante e que também importa lidarmos com a internet e com a nova sociedade da informação de maneira correta."
O Partido Pirata sueco angariou popularidade após a condenação dos quatro cofundadores do site de downloads The Pirate Bay, um dos maiores sites de troca de arquivos da rede.
O caso foi emblemático ao colocar luz sobre a questão da troca de arquivos na internet, técnica usada para downloads de filmes, músicas e outros conteúdos. A defesa do Pirate Bay está pedindo um novo julgamento, devido à comprovação do envolvimento do juiz responsável pela sentença com entidades de direitos autorais na Suécia.
Engstrom creditou o apelo e a vitória do partido aos jovens eleitores. "Estamos muito fortes entre aqueles que têm menos de 30 anos. São os que compreendem que o novo mundo é o melhor. E já deram sinais de que não gostam como os grandes partidos tratam esses assuntos."
O Partido Pirata vai ocupar um dos 18 assentos destinados à Suécia, dentre os 785 assentos parlamentares. "Vamos usar toda a nossa força para defender a integridade pessoal e nossos direitos civis", afirma Engstrom.
Partido xenófobo britânico consegue vaga no Parlamento Europeu
O xenófobo e antieuropeu Partido Nacional Britânico (BNP) obteve neste domingo sua primeiro cadeira no Parlamento Europeu pelo distrito eleitoral de Yorkshire e Humber, no norte da Inglaterra, após receber quase 10% dos votos.
Andrew Brons será o representante da legenda, que defende uma legislação mais dura em matéria de imigração e que se viu beneficiada pela crise e pelo escândalo do uso abusivo de dinheiro público por parlamentares do Reino Unido.
Segundo pesquisas, o BNP pode conseguir mais um assento na câmara europeia.
Após anunciar que se sentará no Parlamento Europeu, Brons reconheceu que sua eleição não é popular e denunciou os ataques dos quais seu partido foi alvo durante a campanha.
Para o político, esses ataques foram "mais duros do que contra qualquer outro partido neste país em tempos recentes, mais do que contra os trabalhistas no início do século 20 e mais do que contra os comunistas durante a Guerra Fria".
"O primeiro passo para que o Reino Unido se liberte da ditadura da União Europeia (UE)", foi como o futuro eurodeputado declarou o que sua eleição representa.
Fonte: Efe
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