O que pode virar história e o que pode cair no esquecimento no Oriente Médio

Gustavo Chacra

DIRETO DE BEIRUTE

Em dez dias, tivemos uma série de eventos no Oriente Médio que deveriam ser históricos.

1. O discurso de Barack Obama
2. A eleição libanesa
3. A eleição iraniana
4. A retomada do diálogo direto EUA-Síria
5. O discurso de Netanyahu

O primeiro realmente marcou a maneira como os muçulmanos observam os Estados Unidos. Mas apenas no curto prazo. As críticas aqui no mundo árabe ao presidente americano começaram no domingo, quando ele elogiou o discurso de Benjamin Netanyahu, premiê de Israel

A eleição libanesa foi democrática, livre e, agora, ainda temos que aguardar como terminarão as negociações para a formação do governo

A retomada do diálogo EUA-Síria começou com o encontro entre Bashar al Assad e o enviado especial de Obama, George Mitchell. Ainda é cedo para dizer qual será o resultado e o foco da conversa foi o Iraque, não Líbano, Israel e palestinos.

Netanyahu expressou uma posição já conhecida no mundo árabe. O próprio premiê sabe que é impossível seus vizinhos aceitarem esta proposta.

Portando, sobra o Irã. Ninguém sabe como terminará. Pode ir do extremo de os protestos se intensificarem a ponto de derrubarem o regime, à realização de novas eleições, passando pela manutenção do status quo anti ou o endurecimento do regime. É o único que pode marcar história. O resto, em breve, cairá no esquecimento. Pelo visto, até o discurso de Obama.

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