Hillary Clinton defende intervenção no Twitter para apoiar iranianos

A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, defendeu nesta quarta-feira (17) uma intervenção no site de relacionamentos Twitter para impedir a suspensão desta ferramenta de comunicação "importante" em um momento crucial aos iranianos.

Os Estados Unidos acreditam, apaixonadamente, no princípio básico da liberdade de expressão (...) e, entre estes meios de expressão, o uso do Twitter é muito importante, não apenas para os iranianos, mas para cada vez mais gente, no mundo inteiro, especialmente os mais jovens".

"Penso que manter esta linha de comunicação aberta e permitir ao povo compartilhar informações, especialmente em um momento no qual não há outras fontes de informação. É um aspecto importante do direito de expressão e da capacidade de se organizar."

Hillary Clinton respondia à pergunta sobre uma eventual intervenção da administração americana no Twitter para deter um trabalho de manutenção que impeça o acesso da população iraniana ao site de relacionamento.

Muitos iranianos que questionam o resultado das eleições recorrem ao Twitter para convocar a resistência e divulgar informações sobre protestos e confrontos com a polícia.

Simpatizantes da web ajudam manifestantes iranianos em "batalha" virtual

Pessoas de todo o mundo ajudam, por meio da internet, os opositores ao governo iraniano a driblar a censura, filtrar notícias de confrontos e a evitar a detenção.

Fotos, vídeos e atualizações dos acontecimentos nas ruas de Teerã continuam chegando aos sites de relacionamento como Twitter, Facebook, YouTube ou Flickr, apesar dos esforços do governo iraniano de tornar inacessíveis os telefones celulares e a internet.

"A revolução pode não ser 'televisionada' no Irã, mas pode ser 'twittada'", disse o usuário kaplanmyrth, nesta quarta-feira (17), em uma das mensagens no Twitter, em alusão à música "The Revolution Will Not Be Televised", do cantor e poeta norte-americano Gil Scott-Heron (que, posteriormente, intitularia um documentário feito sobre as eleições do presidente venezuelano Hugo Chávez).

Os aliados on-line dos iranianos fizeram conexão com servidores proxy, ou seja, computadores com acesso à internet que podem ser usados por pessoas dentro do Irã para se esquivarem do bloqueio imposto a fim de conter a divulgação de notícias sobre as manifestações.

Além disso, é difícil bloquear todo o serviço de satélite e telefônico do país porque isso cortaria as comunicações militares e as da polícia, explicou um técnico durante conferência em Nova York dedicada ao uso do Twitter.

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