Estados Unidos surpreendem Espanha e vão à final

Gols de Altidore e Dempsey garantem a vitória norte-americana por 2 a 0 na semi da Copa das Confederações

Dempsey ganha de Sérgio Ramos para vencer o goleiro Casillas e fazer o segundo gol dos EUA /Paul Thomas/AP

BLOEMFONTEIN - A seleção dos Estados Unidos voltou a surpreender na Copa das Confederações. Depois de conseguir uma histórica classificação para as semifinais do torneio, a equipe venceu a Espanha por 2 a 0, em Bloemfontein. Com isso, está na final, onde vai enfrentar o vencedor do duelo entre Brasil e África do Sul, que será disputado na quinta-feira, em Johannesburgo.

O triunfo da seleção dos Estados Unidos encerrou uma invencibilidade de 35 partidas e de 15 vitórias seguidas da Espanha, atual campeã da Eurocopa e líder do ranking da Fifa. A última derrota espanhola havia acontecido em novembro de 2006. Com o tropeço, a equipe não conseguiu superar a marca do Brasil, que entre dezembro de 1993 e janeiro 1996 também ficou 35 jogos invicto.

A seleção dos Estados Unidos começou a partida surpreendendo. Com uma forte marcação, a equipe segurava a Espanha e chegou com perigo, aos seis minutos, em uma bicicleta de Daves, que passou perto do gol de Casillas. Aos oito, Dempsey finalizou de fora da área, mas para fora.

Aos poucos, porém, a Espanha passou a dominar o meio-de-campo e ser mais efetiva. Aos dez minutos, David Villa passou para Fabregas, que bateu forte, mas para fora. A Espanha teve boa oportunidade na jogada seguinte. Capdevilla invadiu a área e passou para Fernando Torres, que finalizou para fora.

Os Estados Unidos eram perigosos em contra-ataques. Aos 20, Donovan arriscou de fora da área, perto da meta defendida por Casillas. E a equipe norte-americana abriu o placar aos 26 minutos. Dempsey tentou fazer um passe, a bola bateu em Capdevilla e sobrou para o Altidore, que cortou Puyol e finalizou no canto direito do gol defendido por Casillas.

A Espanha chegou com perigo aos 31 minutos. Riera chutou de fora da área, a bola bateu em Fernando Torres e sobrou para David Villa, na área, que chutou muito perto da trave esquerda dos Estados Unidos.

Em desvantagem no placar, a Espanha foi ao ataque e pressionou a seleção dos Estados Unidos no início da etapa final. Aos dois minutos, David Villa arriscou da entrada da área e Howard fez boa defesa. Na jogada seguinte, Xabi Alonso arriscou e a bola passou rente ao travessão dos Estados Unidos.

Aos 6, David Villa fez bela jogada. O atacante do Valencia deu um chapéu em Clark, mas bateu fraco, facilitando a defesa de Howard. Aos nove, Riera passou por Clark, entrou na área e chutou à direita do gol norte-americano. Logo depois, David Villa finalizou para fora.

A seleção dos Estados Unidos tentava segurar a bola no ataque e eventualmente finalizava, mas sem muito perigo, como em um chute de fora da área de Donovan, aos 13 minutos.

Enquanto isso, a Espanha seguia no ataque, capitaneada por David Villa, seu principal finalizador na partida, que finalizou forte, mas para fora, aos 15 minutos. O goleiro Howard fez boas intervenções em chutes de Xabi Alonso e Sérgio Ramos, aos 18 e 19 minutos do segundo tempo.

E a seleção dos Estados Unidos chegou ao gol da vitória aos 28 minutos. Feilhaber passou para Donovan, que chutou cruzado, a bola sobrou para Sérgio Ramos, que falhou ao tentar dominá-la. Dempsey aproveitou o erro e finalizou, definindo o surpreendente triunfo norte-americano.

A Espanha seguiu no ataque e teve chances com David Villa, em cobrança de falta, e Xabi Alonso, em chute de fora da área. Mas muito pouco para superar os Estados Unidos, que conseguiram controlar a posse de bola e vencer a partida.

ESPANHA 0 X 2 ESTADOS UNIDOS

Espanha - Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevilla; Xabi Alonso, Riera (Mata), Fabregas (Cazorla) e Xavi; David Villa e Fernando Torres. Técnico: Vicente del Bosque

Estados Unidos - Howard; Spector, Onyewu, DeMerit e Bocanegra; Dempsey (Bornstein), Bradley, Clark e Donovan; Davies (Feilhaber) e Altidore (Casey). Técnico: Bob Bradley.

Gols - Altidore, aos 26 minutos do primeiro tempo; Dempsey, aos 28 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos - Capdevilla, Piqué (Espanha); Donovan, Altidore (Estados Unidos)
Cartão vermelho - Bradley (Estados Unidos)
Árbitro - Jorge Larrionda (Uruguai)
Local - Estádio Free State, em Bloemfontein (África do Sul)

Técnico da Espanha diz que derrota foi um 'acidente'


A Espanha entrou em campo como grande favorita nesta quarta-feira, mas acabou sendo surpreendida pelos Estados Unidos e ficou de fora da final da Copa das Confederações. A derrota por 2 a 0 derrubou uma sequência invicta de 35 partidas dos espanhóis, que ainda somavam 15 vitórias desde novembro de 2006. Mas a queda diante dos norte-americanos não foi suficiente para tirar a confiança do treinador Vicente del Bosque, para quem o revés foi apenas um "acidente".

"Isto foi um acidente, um pequeno passo para trás", afirmou. "Nós temos que olhar para a frente com otimismo", completou o treinador, que comandou a Espanha em 13 das 15 vitórias da sequência histórica. Para minimizar a derrota, que impediu um esperado confronto com o Brasil, Del Bosque apelou até para o ranking das seleções. "Odeio classificar desta forma, mas certamente o ranking da Fifa nos mostra em primeiro, e esse é um número objetivo."

Já o goleiro Iker Casillas admitiu que a derrota pode deixar os espanhóis, atual campeões da Eurocopa, mais humildes. "É um choque de humildade", classificou o capitão espanhol. Mesmo assim, ele garante que foi um tropeço. "Perdemos uma de cada dez partidas como esta", comentou Casillas, que espera tirar coisas boas do revés inesperado. "Normalmente se pode tirar algo positivo de algo ruim. Isto foi algo ruim e, de todo o mal, temos que tirar algo positivo."

Para o centroavante Fernando Torres, as chances de gol perdidas pela Espanha pesaram no resultado. "A diferença entre eles [EUA] e a Espanha é que eles fizeram dois gols e nós não conseguimos marcar com dez, 12 chutes a gol", disse o jogador do Liverpool. "Quando você chuta muitas vezes a gol e vê que a bola não está entrando, se sente frustrado." Torres, porém, afirmou que os espanhóis vão encarar a disputa pelo terceiro lugar "como uma final".

Fontes: Estadão -

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